“Espero desde 2019 por uma resposta”, diz Luiz Carlos Gonçalves, pai de Karla Gonçalves Borges, desaparecida após uma briga com o então companheiro, Claudimar Gonçalves Ferreira, preso há quatro meses suspeito de feminicídio e ocultação de cadáver. Nessa terça-feira (6), um mandado judicial foi cumprido pela Polícia Civil na casa do suspeito em Divinópolis. Luiz Carlos é de Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, e acompanha pessoalmente os trabalhos da Justiça.

O mandado judicial foi cumprido na casa em que Claudimar, de 44 anos, mora com o pai no Bairro Alvorada. O cumprimento do mandado ocorreu diante de uma denúncia de que Karla poderia estar enterrada no terreno.

Em nota, a assessoria da Polícia Civil informou que não foram localizados restos mortais e nem vestígios da mulher desaparecida. A ação contou com o apoio de bombeiros do Batalhão Especializado de Belo Horizonte.

“Os bombeiros quebraram tudo, quebraram todo o piso para apurar essa denúncia e não acharam nada. Mais uma vez estou sem nenhuma resposta”, lamentou o pai de Karla.

Prisão

Na época em que Karla desapareceu, quando tinha 32 anos, o companheiro dela foi preso preventivamente e solto semanas depois.

Nessa terça-feira, o advogado que representa o suspeito, Francisco Zico de Oliveira, informou à TV Integração que o cliente dele se encontra novamente preso. A prisão ocorreu há cerca de quatro meses.

Entenda o caso

Luiz Carlos Gonçalves, pai de Karla, acredita que o principal responsável pelo desaparecimento da filha é o companheiro dela. Em entrevista anterior à reportagem, Luiz disse que a filha viveu um relacionamento conturbado por três anos.

“A dor é grande. Não aguento mais. Eu estou aqui em Divinópolis sem condições, sem poder, só procurando para ver se encontro a minha filha. E, até então, o cidadão está lá dentro da casa dele, de boa, e ele não avisa a gente, ele não comunica com nada, não pergunta por nada”, relatou o pai de Karla à época.

Ainda na ocasião do desaparecimento, a família de Karla afirmou que ela brigou com o companheiro no dia em que desapareceu. Segundo os pais, ela teria ligado para um amigo que mora em Santo Antônio do Monte e pedido que ele a buscasse para tentar escapar do companheiro, que estava a ameaçando de morte.

Investigação

Um inquérito chegou a ser enviado à Justiça pela delegada da Polícia Civil responsável pelo caso na época, Maria Gorete Rios.

Durante as investigações, a Polícia recebeu uma denúncia anônima informando que o corpo de Karla estaria enterrado em uma área no Bairro Liberdade. Cães farejadores foram utilizados na ação, mas nada foi encontrado. Segundo relatou a delegada na ocasião, havia indícios de que a mulher estivesse viva, mas a suspeita chegou a ser descartada.

Atualmente o suspeito segue preso e indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver.

Fonte: G1

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