A partir de outubro, devem rodar em Belo Horizonte os primeiros modelos de táxi especiais para cadeirantes. O veículo escolhido pela BHTrans para atender deficientes tem 20 encomendas para instalação dos equipamentos necessários para o transporte de pessoas com mobilidade reduzida, mas, antes disso, os motoristas precisam passar por treinamento, com duração de quatro horas, sobre como lidar com um portador de deficiência e manusear o sistema.
Visando a facilitar o embarque e desembarque de passageiros, a BHTrans estuda liberar o entra e sai de pessoas nas portas de garagens, a pedido do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportes Rodoviário Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir). Mas, por enquanto, a operação deve ser feita nas vagas destinadas a deficientes. Segundo o diretor de Atendimento e Informação da BHTrans, Cássio Almeida, o embarque do passageiro leva cerca de cinco minutos e, por isso, não é possível estacionar em qualquer lugar, sendo necessário dispor de mais tempo e, claro, mais cuidados com a pessoa transportada.
O veículo homologado pela BHTrans é o Fiat Doblò ELX com diversas adaptações. O condutor pode trabalhar normalmente com outros passageiros e terá a vantagem de poder levar aqueles que têm a cadeira de rodas. Em vez de espaço para sete passageiros, o automóvel comporta apenas três, além do cadeirante. No espaço destinado à cadeira de rodas, o banco dobrável é encolhido para atender o deficiente.
O teto do veículo é suspenso em cerca de 50 centímetros e o piso feito com material de compensado naval e antichamas. Para garantir estabilidade, o cinto de segurança e os trilhos para a cadeira resistem a 250 quilos, cada, ou seja, até uma tonelada os quatro juntos. Além disso, um cinto de três pontas entrelaçado à pessoa e um encosto de cabeça servem para reforçar a segurança.
Numa operação de cinco minutos para embarque, a porta se abre e são acesas as luzes do pisca-alerta. O elevador desce e sobe em aproximadamente dois minutos e, em seguida, são feitas as acomodações do passageiro. Terminada a operação, começa a viagem.

Precariedade

O custo da instalação da aparelhagem é de cerca de R$ 36 mil, mas, numa parceria com a Fiat, é possível comprar o veículo com acréscimo de apenas R$ 10 mil. Segundo o presidente do Sincavir, Dirceu Efigênio Reis, atualmente, o transporte de cadeirantes é feito de forma precária e muitos condutores são obrigados a recusar os passageiros, por causa da instalação de cilindros de gás no porta-malas do veículo. ?Com esses carros, será possível garantir mais conforto a essas pessoas e demonstra preocupação com portadores de mobilidade reduzida?,afirma.

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