Cães e gatos recolhidos nas ruas de Belo Horizonte e que estiverem saudáveis não mais serão sacrificados, mesmo que não sejam procurados por seus donos. Depois de apanhados, os animais serão vacinados contra raiva, receberão um chip de identificação, serão esterilizados e, se tiverem sorologia negativa para a leishmaniose, serão devolvidos às ruas. Só serão mortos os que não estiverem saudáveis.
A portaria que definiu não mais sacrificar os animais foi assinada ontem pelo secretário municipal de Saúde Helvécio Magalhães durante a inauguração do novo Centro de Esterilização no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte. Outra unidade de castração também foi aberta ontem no bairro Salgado Filho, região Oeste. Uma unidade móvel que presta o serviço também foi entregue .
Juntos, os dois centros e a unidade móvel têm capacidade para realizar 1.590 cirurgias por mês. Até agora, a esterilização só era feita no Centro de Controle de Zoonozes, no bairro São Bernardo, que está em reforma. O espaço, que tem capacidade para realizar mil esterilizações por mês, só deve voltar a funcionar em agosto de 2009.
A portaria ainda precisa ser publicada no Diário Oficial do Município (DOM), o que deve acontecer hoje. A legislação anterior previa a morte com injeção letal de animais capturados nas ruas e que não eram resgatados por seus donos no prazo de dois dias úteis.
Segundo Magalhães, as iniciativas servirão para controlar doenças como a leishmaniose. Ainda não podemos mensurar o que isso representará a longo prazo. Mas a esterilização é o método internacionalmente conhecido para reduzir a população canina, disse.
O número de mortes de humanos por leishmaniose na capital cresceu 44%, passando de nove em 2007 para 13 este ano. O número de borrifação para combater o mosquito transmissor da doença diminuiu 21,3% no mesmo período.

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