Da Redação

O mês de junho voltou a ser de saldo positivo na geração de empregos em Formiga. A leve retomada ocorre após três meses de muitas demissões provocadas pela queda na receita das empresas durante o isolamento social determinado pelas autoridades de saúde durante a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com dados do novo Cadastro Geral de Empregados (Caged) e Desempregados do Ministério da Economia, desde o mês de março, quando foram iniciadas as medidas de restrição para a abertura de comércios, empresas e escolas, que o número de demissões vinha superando em muito as contratações.

Antes da pandemia, a expectativa era positiva para o ano. Durante o primeiro bimestre do ano, foram contabilizadas 1.186 contratações e 992 demissões, um saldo de 194 vagas preenchidas.
O pior dos meses, até agora, foi abril. No quarto mês do ano e o segundo de restrições devido ao isolamento social, o saldo foi negativo em 300 postos de emprego.

Somados os meses de “quarentena”, até agora foram realizadas 1.784 demissões. No mesmo período, 1.138 vagas de emprego foram formalmente ocupadas na cidade, um saldo de – 646 postos de trabalho em Formiga.

Junho
Saindo do cenário negativo, o mês de junho cujos dados foram recentemente divulgados, em Formiga, 313 pessoas tiveram suas carteiras assinadas, enquanto 294 foram desligadas de seus postos de trabalho. Um saldo de 29 vagas ocupadas no mês.

Minas Gerais

Minas Gerais fechou o mês de junho com a criação de 1.795 postos de empregos formais. Mesmo com todas as restrições impostas pela pandemia do coronavírus, que limitou ou determinou a interrupção do funcionamento de diversas empresas, para manter as medidas de isolamento social, o estado conseguiu alcançar um resultado positivo para a economia, segundo os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e analisados pela Fundação João Pinheiro (FJP) nesta quinta-feira (30).

O número de junho resulta da diferença entre 99.430 admissões e 97.635 desligamentos, com destaque para o setor da construção civil. Nesse mesmo mês, o Brasil perdeu 10.084 postos de trabalho. 

Embora a variação em Minas tenha sido pequena, ela pode representar a interrupção de um movimento de queda no emprego, conforme a avaliação da FJP. A análise completa pode ser acessada neste link.

Vale lembrar que, no Caged de maio, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que o estado havia fechado 33.695 vagas, devido à crise provocada pela covid-19. A retração do mercado de trabalho afetou todo o país, fazendo com que somente o Acre tivesse resultado positivo no cadastro daquele mês. 

Caged

O Caged é um registro administrativo que permite acompanhar as flutuações do mercado de trabalho formal a partir das informações sobre admissões e demissões dos empregados regidos pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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