O sonho da casa própria é ainda mais acessível para quem busca o financiamento pela Caixa Econômica Federal. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), o banco é o que oferece as melhores condições para a compra de imóveis, chegando a economia de até R$235 mil.

A pesquisa comparou as taxas cobradas pelos seis principais bancos que oferecem crédito imobiliário no país: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander. Para a análise, foram consideradas as taxas de juros e o Custo Efetivo Total (CET) em três cenários distintos. Em todos, a Caixa Econômica Federal foi a mais vantajosa.

Segundo a economista e pesquisadora do órgão, Verônica Dutt-Ross, na hora de escolher o melhor crédito imobiliário, o consumidor deve ficar atento principalmente ao CET. “Nem sempre o gerente conhece essa informação, mas o cliente tem que insistir para poder comparar as opções de crédito. Muitas vezes, vale a pena abrir conta em outro banco”, orienta a economista

Ainda segundo Verônica, o cliente deve fazer simulações constantes para enquadrar seu perfil ao financiamento. “Se o consumidor preferir um imóvel com outro valor, ele deve pesquisar nos sites dos próprios bancos. Assim, ele terá a indicação mais favorável de acordo com seu perfil e condições financeiras”, apontou.

Mais crédito. Segundo o gerente regional da Caixa, Rômulo Martins de Freitas, a perspectiva é de ampliação de crédito este ano.

“Queremos permanecer na liderança, sempre em busca de taxas competitivas. A Caixa tem como expectativa fechar o ano de 2017 com R$84 bilhões de contratação, acima dos R$81,8 bilhões realizados em 2016”, explicou Rômulo.

Custos vão além do financiamento

Além das parcelas, o consumidor precisa ter certeza que conseguirá arcar com as diversas despesas que surgem na hora de adquirir o imóvel.

“Ao fazer o financiamento, o cliente terá que pagar pela avaliação do imóvel e pela análise jurídica, que, juntas, custam entre R$ 960 e R$ 3.900”, explica Verônica Dutt-Ross.

Além disso, há uma tarifa permitida por lei que chega a custar R$ 25 mensais, o que significa R$ 9 mil após 30 anos de financiamento.

O consumidor ainda terá que pagar o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), uma taxa sobre o valor do imóvel que varia conforme o município, mas normalmente é de cerca de 2%.

Em todos os financiamentos também são obrigatórias as contratações dos seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e de Danos Físicos do Imóvel (DFI), que são apurados mensalmente e crescem conforme a idade do proprietário e o valor do imóvel.

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