A Caixa Econômica Federal disponibilizará recursos da ordem de R$ 10 bilhões para o crédito consignado no próximo ano. Além de uma oferta 25% maior em relação ao montante deste ano, a instituição também manterá a atual política de juros e prazos, considerados um dos mais competitivos do mercado e em vigor desde o primeiro semestre de 2008.
No caso dos empréstimos com desconto em folha do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo, o prazo máximo é de 60 meses, com juros entre 0,90% e 2,35% ao mês. Nas demais linhas de empréstimos, os prazos chegam a 96 meses para alguns nichos, como o Judiciário. De forma geral, as taxas seguem entre 1,49% e 2,35% ao mês.
Entre as novidades da modalidade para 2009, destaque para uma expansão do consignado no setor privado. Hoje o banco tem mais de 17.500 convênios ativos, com empresas do primeiro e segundo setor e cerca de 1,5 milhão de trabalhadores da iniciativa privada recebem salário pelo banco. ?Atualmente o mercado se concentra nos aposentados e pensionistas e nos servidores públicos. Podemos dar uma atenção maior a esse público?, destaca o vice-presidente de Pessoa Física da CAIXA, Fábio Lenza.
A instituição também disponibilizará o Cartão Consignado para os aposentados e pensionistas do INSS, que permitirá aumentar o valor do crédito concedido em cerca de 30%. A estimativa é lançar o produto até o final deste ano.
Segundo dados da CAIXA, a população entre 50 a 70 anos é a que mais usa a modalidade de desconto em folha no banco, com 42,8% de participação do total de contratos ativos hoje. Somados ao público com idades entre 70 e 80, esse percentual sobe para 56,39%.
Bom Desempenho
De janeiro a outubro, o banco emprestou pela modalidade recursos da ordem de R$ 6,2 bilhões, em 1,2 milhão de contratos, o que confere à instituição 11% de participação de mercado. O valor é 9,7% superior ao aplicado no mesmo período de 2007 (R$ 5,6 bi). A estimativa da CAIXA é fechar o ano com R$ 8 bilhões em empréstimos.
Somente para os aposentados e pensionistas do INSS, o banco emprestou R$ 2,51 bilhões, passando de 10,54% para 10,76% de participação de mercado em setembro.

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