Um ofício com o pedido de implantação de barreiras sanitárias em Divinópolis foi encaminhado à Prefeitura pela Câmara Municipal.

O documento, com data de quarta-feira (13), solicita que elas sejam instaladas nas estradas de acesso ao município e tenha aferição de temperatura.

O ofício foi assinado por dez vereadores. Segundo a vereadora Lohanna França (CDN), idealizadora do requerimento, o presidente da Câmara, Eduardo Print Jr., não assinou em tempo hábil, mas apoia a ideia.

Uma das justificativas do requerimento é o fato de tanto a macrorregião quanto a microrregião onde Divinópolis está inserida no programa Minas Consciente estar na Onda Vermelha.

A Prefeitura informou nessa quinta-feira (14) que Divinópolis voltará para a fase mais restritiva na próxima segunda-feira (18).

De acordo com a parlamentar, a ideia é tentar monitorar as pessoas que entram na cidade com possíveis sintomas da doença.

“Decidimos fazer o ofício, pois a gente entende que os municípios ao redor estão com problemas sérios e com ocupação de leitos superior ao nosso. A gente precisava fazer algo, nem que fosse gerar uma análise de um dos sintomas possíveis da Covid. Nós sabemos que a febre não é comum a todos os sintomáticos, mas o município não analisa nenhum sintoma para entrada. Pelo menos um possível sintoma”, explicou.

Apesar de reconhecer a possibilidade do engarrafamento, a vereadora ressalta que a operacionalização das barreiras seja planejada pelo Poder Executivo.

“A gente solicitou por entender que seria uma forma de o executivo barrar pelo menos um pouquinho da entrada de casos sintomáticos que seriam enviados direto ao hospital, ao atendimento médico. E não ficariam circulando e, possivelmente, contaminando outras pessoas na cidade”, disse.

“Foi um pedido, a operacionalização cabe ao Executivo, aos técnicos da saúde que sabem melhor que qualquer vereador como agir. Mas entendemos que não é a invenção da roda, outras cidades fizeram e houve resultado positivo. Porque Divinópolis não pode fazer também?”, completou.

Para Lohanna, as barreiras pode ser uma das formas de minimizar os impactos da doença na cidade. “Os dados da região estão jogando a gente para a onda vermelha sendo que os índices de ocupação nem são altos como da região. Se conseguir controlar a circulação de sintomáticos podemos tentar evitar este problema”, concluiu.

Fonte: G1

Imprimir
Comentários