Os candidatos que vão participar do vestibular 2013 da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) receberão a partir da próxima semana instruções do que devem fazer caso queiram optar pelo sistema previsto na Lei de Cotas. A instituição informou nesta quarta-feira (17) que a adoção das medidas determinadas pela Lei 12.711/02, que determina reserva de vagas de acordo com critérios étnicos e socioeconômicos, não vai alterar as datas de provas e o processo de inscrição – já encerrado -, mas será necessária uma ?readequação? do processo.
A readequação do edital com os novos procedimentos que os interessados deverão adotar serão divulgados após reunião do Conselho Universitário, marcada para o próximo dia 23. Mas a universidade adiantou que enviará e-mails aos candidatos com as instruções para que façam a opção pelo sistema, assim como a documentação que terão de providenciar, incluindo comprovantes de renda familiar, histórico escolar e autodeclaração étnica.
Renda familiar
Pela Lei de Cotas, as instituições federais de ensino devem reservar 12,5% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Metade dessas vagas deve ser destinada àqueles que têm renda familiar per capita menor que R$ 933, equivalentes a 1,5 salário mínimo. Além disso, a lei prevê reserva também de acordo com critério étnico levando em conta a proporção de pretos, pardos e indígenas constatada pelo último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em cada Estado e no Distrito Federal.
Na UFMG, a reserva de 12,5% vai representar 862 vagas das 6.670 oferecidas em seus 75 cursos de graduação. A instituição também já separa, pelo quarto ano, 12 vagas em 6 cursos para indígenas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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