Não há dúvidas de que as administrações municipais, em face da atual crise econômico-financeira que assolou o país tão logo se iniciou o atual mandado da presidente Dilma, não mais devem e nem podem contar com o cumprimento das promessas eleitoreiras que os prefeitos fizeram, quando confiaram no que lhes era dado como algo certo, por aqueles que se valeram de seus apoios para angariarem votos nos mais de 5.500 municípios espalhados pelo Brasil.

Formiga não foge à regra e hoje, o que se vê é que tudo anunciado naquela época, a das vacas gordas, muito propícia às promessas, hoje se mostra de forma tão diferente que mais se assemelha e nos faz acreditar, também em sentido figurado, que vivemos a fase da tal vaca que, claudicando, segue, ainda que vagarosamente, em direção ao brejo.

Exemplos que embasam esta constatação não nos faltam: esta semana mesmo, os feirantes que acreditavam um dia poder trabalhar num local coberto, longe das intempéries da chuva ou do sol forte; desfrutando inclusive, do conforto de possuírem, exclusivamente para atendê-los, banheiros limpos e quem sabe, até uma salinha de descanso; foram surpreendidos com uma informação oficial, por escrito é claro, trazendo-lhes a boa nova: a partir daquele dia seria da responsabilidade deles, a obrigação da limpeza do espaço público do qual se servem.  Nada contra a decisão do senhor secretário, que certamente tem motivos que a justifiquem. Porém, a forma e a falta de aviso prévio aos feirantes, garantimos, causou estranheza não só a eles…

Na mesma linha, há que se estranhar que a maioria da população que esperava ser atendida em um grande Hospital Regional, até hoje, seja submetida àquelas insalubres e desconfortáveis condições oferecidas naquilo que se convencionou chamar de Pronto Atendimento. A bem da verdade, ele nunca esteve “pronto” e sequer pode se entender como “atendimento”, aquilo que ali se oferta à população.

E o que dizer então do sonho de se ter aqui um Restaurante Popular, quando hoje se vê que, nem mesmo o vale alimentação está sendo gerido a contento pela administração e foi agora, novamente, causa de uma paralização do laborioso corpo de funcionários?

É claro que as razões de tudo isso, não podem ser debitadas apenas na conta de Dona Dilma ou na do governador do Estado.  Tem mais gente, muito mais, a quem o prefeito, certamente pode debitar pelo menos parte da penúria, pelas quais hoje passa.

Também é justo que se diga que ele, o prefeito, visivelmente refém das condutas e escolhas que em seu nome foram adotadas faz muito tempo, não consegue mais se desvencilhar de tais “imbróglios”.

 A verdade é que se ele não tirar da manga, uma carta capaz de gerar por aqui, recursos aos montes; dificilmente conseguirá gerir a contento o que lhe resta de tempo de mandato, pois, ao que se sabe, esta administração está matando um ou mais leões ao dia, na tarefa de administrar os pagamentos mínimos e indispensáveis a qualquer administração pública. Quando o arrocho chega ao ponto de se ter que negar o mínimo indispensável à sua principal ferramenta – seu corpo de funcionários –, é sinal de que com greve ou sem greve, o atendimento ao público está devagar, quase parando!

E aqui, infelizmente, não estamos muito longe disso. Quem quiser conferir que saia às ruas e observe.

E concluindo, ainda que o prefeito tivesse a tal carta na manga, como fez o Terrinha ao negociar com a parceira Cooplife, capaz de fazer aparecer de uma hora para outra, mais de R$600 mil; imaginamos: ainda que o prefeito tivesse como ele, um curinga capaz de produzir do nada, muito dinheiro, cá entre nós, ao receber no meio do turbilhão em que se encontrava, a notícia de mais um sequestro de outro tanto de reais, isto é algo que, em sã consciência, deve deixar arrepiados, até mesmo os fios de cabelo de muito candidato à “careca”. 

 

 

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