Uma mulher de 36 anos e um homem de 29, oriundos de Manaus, capital do Amazonas, foram presos nessa terça-feira (6) em Belo Horizonte suspeitos de tráfico de drogas. Levantamentos da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apontam que eles estavam vivendo no Rio de Janeiro e tinham envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo o delegado João Francisco Barbosa Neto, eles eram foragidos da Justiça e viviam trocando de endereço. “As investigações indicam que ambos são oriundos de Manaus. Lá, tinham envolvimento com as facções criminosas daquela localidade, ele principalmente com a facção denominada Família do Norte e, por algum motivo, eles vieram do Norte e estavam vivendo no Rio de Janeiro, ligados ao Comando Vermelho”, contou.

“As investigações também indicam que ela é responsável pela distribuição de drogas na capital carioca, mais especificamente maconha na modalidade skunk, que é uma maconha com uma concentração maior de subtância dependente.”, completou Neto.

Conforme acredita a PCMG, essa droga vinha da Colômbia e entrava no país pela região Norte, onde a suspeita a recebia para distribuir em Manaus e no Rio. Não há indícios de que o casal traficava entorpecentes em BH.

A mulher é ex-esposa de um conhecido narcotraficante preso pelo envolvimento na morte de um delegado de polícia em março de 2014 no Amazonas. Contra ela havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça amazonense por crimes de organização criminosa e tráfico de drogas.

No momento da prisão do homem e da mulher, ocorrida em um apartamento de luxo localizado na rua São Paulo, no bairro Lourdes, região Centro-Sul da capital mineira, eles apresentaram documentos falsos. Por isso, também responderão por esse crime.

“Eles saíram do estado do Amazonas, estavam residindo no Rio de Janeiro, mas como são foragidos da Justiça, é comum mudarem de endereço frequentemente, inclusive de estados, para dificultar o trabalho policial”, concluiu o delegado.

A operação foi realizada pela 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).

Fonte: O Tempo

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