Os principais portais de notícias do país replicaram nos últimos dias o caso de empresa de Piumhi, condenada a indenizar em R$ 10 mil o funcionário que teve seu trabalho chamado de “serviço de preto”. A decisão é do juiz Leonardo Tibo Barbosa Lima, que reforçou que a verbalização de qualquer ofensa merece reparação por danos morais.

“A estrutura social está arquitetada para diminuir a relevância e importância de manifestações racistas, de modo a gerar o sentimento de desculpa no agressor, que faz uso costumeiro de alegações de que falar sobre a cor de alguém não pode ser ofensivo quando a cor é real, de que não havia a intenção de magoar e até de que o negro é o culpado pelo próprio racismo, por se vitimizar”, afirmou.

A 11ª Turma do TRT-MG confirmou a sentença: “o que se percebeu é que a empresa de longe pratica uma cultura de igualdade, de respeito, de não discriminação. Pelo contrário: comete racismo institucional, traduzido em rebaixar os empregados negros apenas em razão da cor de sua pele, o que deve ser repugnado e combatido duramente”, observa o juiz convocado Danilo Siqueira de Castro Faria.

Fonte: 104 FM

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