Os casos prováveis de dengue em Minas Gerais cresceram 17 vezes em quatro anos. Em 2016, foram registrados 528.244 casos contra 31.611, em 2012. Se a comparação for feita com 2015, quando 192.040 casos foram registrados, o aumento é de 3 vezes entre um ano e outro. Os números são preocupantes, pois acendem um alerta, principalmente neste período chuvoso, quando a combinação de água e altas temperaturas favorece a proliferação do mosquito transmissor da doença. O ano de 2017 nem começou e já registra 193 casos.

O número de mortes em 2016 também é alto. Foram 254 pessoas, sendo que mais da metade desses pacientes tinha mais de 65 anos de idade. As cidades com mais registros foram Belo Horizonte e Juiz de Fora, na Zona da Mata, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

O Aedes aegypti fez vítimas também da febre chikungunya. Foram 497 no ano passado. Já os casos de zika foram 14.464. Em relação às doenças infecciosas que afetam a gestante e o feto é que podem causar microcefalia no recém-nascido (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose e herpes simples, todas congênitas; além do zika vírus), foram notificados 266 casos de recém-nascidos com suspeita de infecção no ano de 2016. Estão em investigação outros 221 casos.

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