Lagoa da Prata, assim como outras cidades de Minas Gerais, registrou um aumento no número de homicídios em 2017. O município, que em 2016 não teve nenhum registro, está na nona posição do ranking, competindo com cidades como Araguari, Caeté, Coromandel, Divinópolis, Itabira, Itaúna, Janaúba, Jequitinhonha e outras.

A informação foi passada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Lagoa da Prata caminha com outros 156 municípios mineiros que não registraram nenhuma ocorrência desse crime entre janeiro e junho do ano passado e que tiveram casos nos primeiros meses de 2017, de acordo com o levantamento feito pela reportagem a partir de Estatísticas Criminais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Um fato que chama a atenção é que a maioria das cidades entrou para a lista com poucos registros, mas Lagoa da Prata é uma das que mais chama a atenção, pois os homicídios passaram de 0 para 7.

Como exemplo dos casos, pode-se citar a morte de um homem  que foi assassinato a tiros na porta de sua residência e de uma mulher que foi esfaqueada durante o carnaval. Em entrevista ao Jornal O Tempo, o morador Elvis Eleno, disse que o medo dos moradores é constante. “A cidade está muito violenta, assalto à mão armada virou rotina. Antes, eu trabalhava em uma boate e voltava para a casa a pé, de madrugada. Hoje, depois das 22 h, já não ando na rua”.

Outro ponto que chamou atenção nos registros é que, além das cidades que saíram de nenhum homicídio para alguma ocorrência, 95 cidades tiveram alta nesse tipo de crime de janeiro a junho de 2017, em comparação ao mesmo período de 2016, totalizando 251.  Desses, 108, ou seja, 43% têm menos de 10 mil habitantes e apenas têm mais de 100 mil habitantes.

Já grandes centros registram queda neste tipo de crime, registrando pela Sesp uma queda de 3,2% no Estado no primeiro semestre. Belo Horizonte teve uma redução de 8,7%, enquanto que Contagem e Betim tiveram uma queda de 16%.

Em entrevista ao Jornal O Tempo, o especialista em segurança, Jorge Trassi, disse que a proliferação do tráfico de drogas no interior é a principal razão da alta. “Os traficantes usam a violência para marcar território. Além de aproveitarem a falta de estrutura nos pequenos municípios para atuar”.

 

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Fonte:

Jornal A Cidade