O Atlético está na semifinal do Campeonato Mineiro. Sem dificuldades, o Alvinegro não decepcionou a torcida, que compareceu em bom número ao Mineirão – mais de 46 mil pessoas -, e venceu o Tupynambás por 3 a 1, gols de Cazares, um em cada tempo, e Ricardo Oliveira, em bela cobrança de falta. Ademilson diminuiu para o Baeta. O jogo marcou o início das comemorações do aniversário de 111 anos do Alvinegro, que serão completados nesta segunda-feira, dia 25 de março.

O camisa 10 foi o destaque do jogo. Com assistências de Luan e Maicon Bolt, ele finalizou com classe duas vezes para vencer o goleiro Renan Rinaldi e balançar as redes.

O Atlético agora aguarda o adversário da semifinal. Nesta segunda-feira, América e Caldense se enfrentam no Independência. Se o Coelho avançar, o Galo enfrenta o Boa Esporte na próxima fase – a equipe de Varginha eliminou o Tombense nos pênaltis. Caso se classifique, o time de Poços de Caldas será o rival do Alvinegro.
O jogo

Levir Culpi escalou o Atlético sem mistérios. O técnico manteve o time titular com David Terans pelo lado esquerdo do ataque. Elias começou o jogo no banco de reservas.

A estratégia do Atlético foi pressionar o Tupynambás desde o início. Na blitz, o time comandado por Levir não deixou o Baeta respirar. Foram seis finalizações nos primeiros dez minutos, com destaque para chute de Cazares, que parou no goleiro Renan Rinaldi.

Sufocado, o Tupynambás pouco conseguiu passar do meio-campo. A equipe de Juiz de Fora, no entanto, melhorou a marcação e deu menos espaços ao Galo. E o Atlético quase marcou. David Terans cobrou falta e a bola explodiu na trave.

O Atlético pressionou a saída de bola do adversário. E surtiu efeito. Bem marcado, Felipe Gregory colocou a bola para lateral. Jair cobrou rápido para Luan, livre, caminhar e cruzar rasteiro para Cazares, de primeira, finalizar e explodir o Mineirão: 1 a 0.

O Galo seguiu na pressão e quase ampliou. Ricardo Oliveira, duas vezes, parou em boas defesas de Renan Rinaldi. No fim da etapa inicial, o Tupynambás ensaiou uma pressão e chegou a assustar em cabeceio de Ademilson.

Os dois times voltaram para o segundo tempo em ritmo mais lento. Os primeiros minutos foram de pouca movimentação. Na primeira chance de perigo, o Galo quase ampliou. Terans, de letra, encontrou Ricardo Oliveira livre. O centroavante passou pelo marcador e finalizou no travessão. Na sequência, Anderson chutou e a bola passou perto do gol de Victor.

Insatisfeito com a produção da equipe na etapa final, Levir Culpi colocou Elias e Maicon Bolt em campo nos lugares de Jair e David Terans. Na primeira participação, Bolt foi decisivo. Ele recebeu e arrancou pela esquerda. O atacante acionou Cazares, que dominou e finalizou com classe, sem chances para o goleiro Renan Rinaldi: 2 a 0.

Precisando de dois gols para levar a disputa para os pênaltis, o Tupynambás foi para cima. Pouco depois de entrar, Igor Soares finalizou de longe e a bola passou com muito perigo. No lance seguinte, ele foi derrubado por Zé Welison fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Ademilson deslocou Victor e diminuiu: 2 a 1.

Depois do gol, o técnico Paulo Campos, do Tupynambás, mexeu no time e colocou em campo mais jogadores ofensivos para buscar o empate. Mas quem marcou foi o Galo. Ricardo Oliveira cobrou falta com perfeição, no ângulo, e balançou as redes: 3 a 1. O Baeta ainda quase diminuiu nos acréscimos. Após cruzamento, Victor saiu mal do gol e, após a finalização, Réver salvou em cima da linha. Apesar do susto, o Atlético manteve o controle do jogo até o apito final.

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