O equatoriano Cazares, jogador do Atlético, dois amigos dele e uma mulher foram conduzidos ao batalhão da Polícia Militar de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (9). O grupo é  durante uma festa na casa do atleta, em um condomínio de luxo no município.

As mulheres, que se identificaram como modelo e empresária, acionaram os militares e, além das agressões, disseram que o atleta ofereceu R$10 mil para que elas não o denunciassem. 

O meia do Galo alega, porém, exatamente o contrário: que as supostas vítimas exigiram R$10 mil dele para não denunciarem a confusão à polícia, que teria começado uma vez que ele as expulsou por uso de drogas. 

As supostas vítimas também foram levadas à unidade e serão encaminhadas, em seguida, para exames de corpo de delito na Santa Casa de Lagoa Santa. Elas teriam sofrido pequenos arranhões, segundo o tenente Nasser, que atuou na ocorrência.

“Elas alegam que o material delas teria sido extraviado,  batom e outras coisas de uso pessoal, e uma das convidadas teria se sentido ofendida e partiu para agressões verbais e físicas, até que elas fossem retiradas da casa”, conta o PM.  Ainda de acordo com o militar, os dois amigos do jogador e o próprio atleta também teriam participado das agressões, dando empurrões. “O jogador nega”, reforça. As mulheres teriam sido convidadas por amigos do jogador para a festa. Elas acionaram a PM já do lado de fora da casa do Atleta.  “A informação que nós temos é que a festa começou hoje bem cedo “, disse o tenente.

Defesa

À polícia, Cazares contou que curtia a festa em sua casa quando percebeu que duas convidadas demoravam para retornar do banheiro. Desconfiado, o atleta teria pedido a uma conhecida que ficasse atenta a elas. Assim, a amiga do jogador teria dito a ele que a dupla fazia uso de loló no local reservado.

O jogador teria pedido às mulheres que deixassem sua casa, e elas, por sua vez, teriam dito que não sairiam.

O tenente conta que na casa do jogador foi encontrado um frasco com substância semelhante a loló: “inclusive, umas vítimas admite que estava fazendo uso disso”, disse o PM.

O  jogador nega ter “encostado a mão” nas mulheres, confirmou o tenente, e também disse que foram elas que exigiram R$ 10 mil  para não chamar a polícica e denunciá-lo.

Após prestar depoimento, Cazares foi para um táxi na porta do batalhão. 

A ocorrência deverá ser encerrada como lesão corporal leve, vias de fato, ameaça ou agressão. 

Imprimir

Fonte:

Hoje em Dia