A Cemig ainda espera fechar um acordo com o governo federal para que a estatal mineira continue operando as usinas de Volta Redonda, Jaguara, Miranda e São Simão, a maior da companhia. Juntas, elas representam 40% do caixa da empresa.

“Estamos próximos a um acordo em bom termo com o governo federal. Há espaço e tempo hábil para isso”, afirmou o superintendente de Relações com o Investidor da empresa, Antonio Carlos Velez, durante apresentação de resultados do segundo trimestre, nessa quarta-feira (16).

Se tudo correr bem, a negociação será anunciada nos próximos dias. O Supremo Tribunal Federal (STF) vota, no próximo dia 22, recurso apresentado pela Cemig para impedir leilão das usinas, previsto para 30 de setembro deste ano. Com o certame, o governo pretende arrecadar pelo menos R$ 11 bilhões. O dinheiro já tem destino: será utilizado no descontingenciamento de R$ 42,1 bilhões, anunciados em março deste ano.

A estatal mineira já apresentou algumas propostas ao governo para manter os ativos. Entre elas, vender 51% das usinas a outro investidor, o que garantiria à Cemig direito de explorar por mais 30 anos os ativos, com base na lei 13.360/2016. Outra estratégia foi a de oferecer R$ 10 bilhões à União. Até o momento, no entanto, nenhuma das possibilidades foi concretizada.

Caso o martelo não seja batido até o dia do leilão, a energética não descarta a possibilidade de disputar o certame com outras empresas. O problema, segundo analistas do setor, é que a estatal não possui caixa suficiente para pagar o bônus de outorga pedido pelo governo.

Balanço da companhia aponta que ela possui caixa de R$ 2 bilhões e dívida consolidada de R$ 12,5 bilhões até 2024, com custo real de 8,97% ao ano. A relação dívida líquida chegou a 3,98 vezes no segundo trimestre. No primeiro trimestre, era de 4,21 vezes.

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