O Centro-Oeste de Minas teve o segundo caso de morte de macaco por febre amarela confirmado na tarde desta quinta-feira (9). Um boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostra que houve resultado positivo em um exame realizado em um animal achado morto em São Roque de Minas. O primeiro caso confirmado na região foi em Japaraíba.

Ao todo, 17 cidades do Centro-Oeste aparecem na lista. Além dos casos confirmados nas duas cidades, existem ainda investigações sendo feitas em Piumhi e Tapiraí.

As outras cidades da lista têm apenas rumores de infecção de primatas pela doença – ou seja, animais mortos foram encontrados, mas não foram feitos exames.

São elas: Arcos, Bambuí, Bom Despacho, Conceição do Pará, Córrego Danta, Estrela do Indaiá, Lagoa da Prata, Leandro Ferreira, Medeiros, Moema, São Sebastião do Oeste e Serra da Saudade e Piumhi.

Nenhum caso da doença em humanos foi registrado.

 

A doença
A febre amarela é causada por um vírus inoculado no organismo por meio de picada de mosquito – que pode ser o Aedes aegypti, conhecido por também transmitir dengue, chikungunya e zika. A doença pode matar, mas existe vacina.

O surto atual, segundo especialistas, é o de febre amarela silvestre. Mas o vírus que causa a febre amarela urbana e a silvestre é o mesmo. Sinais, sintomas e evolução da doença são os mesmos. Tudo igual. A diferença está nos mosquitos transmissores e na forma de contagio.

A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios. Esses mosquitos picaram macacos contaminados e depois picaram pessoas que adoeceram. Por isso há relato de mortes de macacos nas regiões acometidas.

A febre amarela urbana não existe no Brasil desde 1942 e é transmitida  quando um mosquito urbano, o Aedes aegypti, pica uma pessoa doente e depois pica outra pessoa susceptível, transmitindo a doença. Exatamente como acontece com a dengue, zika e chikungunya.

 

Fonte: G1 ||

print

Comentários