O município de Indaiatuba, no interior de São Paulo inicia nesta quarta-feira (23), a liberação da nova geração do “Aedes do Bem”, como chama a empresa que produz o mosquito geneticamente modificado para diminuir os casos de dengue, zika e chikungunya. A cidade é a primeira no país a receber a nova linhagem do inseto transgênico.

O novo “Aedes do bem” é do tipo OX5034, uma evolução do inseto já testado e utilizado em Piracicaba (SP) e Juiz de Fora (MG) desde 2015.

A Oxitec, empresa responsável pela mutação genética das espécies recebeu a autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para realizar os testes da nova espécie do “Aedes do Bem” em Indaiatuba no mês de agosto. A empresa informou que o monitoramento das áreas será realizado com “ovitrampas” (armadilhas para ovos) e armadilhas para mosquitos adultos. As amostras serão coletadas uma vez por semana e enviadas ao laboratório para análise.

Os mosquitos serão soltos durante 12 meses, de três a seis vezes por semana. Segundo a Oxitec, a quantidade dos insetos é baseada de acordo com a estimativa populacional do local.

Aedes do Bem

O “Aedes do Bem” é necessariamente macho, já que os mosquitos machos não picam ou transmitem doenças. Ele cruza com as fêmeas selvagens e as larvas geradas por ela, indiferentemente do sexo, não chegam à fase adulta, como consequência, a população da espécie na região é diminuída.

A nova linhagem desenvolvida tem as mesmas características da primeira, utilizada em Piracicaba e Juiz de Fora, mas com a diferença de que, depois que o macho cruza, somente as descendentes fêmeas morrem.

Os filhotes machos herdam apenas o gene do mosquito transgênico e a cada cruzamento, seguem as mortes somente das fêmeas, diminuindo a sua população. Os novos machos herdam os genes do mosquito modificado e, após cada cruzamento, seguem as mortes somente das fêmeas, diminuindo a sua população.

Os mosquitos machos não picam e nem transmitem doenças. Somente as fêmeas picam os humanos, pois precisam do sangue para produzir os ovos. Com isso, os riscos de transmissão da dengue, chikungunya e zika diminuem.

 

 

Fonte: G1 ||

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