Neste ano, seis pessoas morreram por causa da gripe H1N1 na região Centro-Oeste, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (22) pela Secretaria de Estado Saúde (SES). Segundo o balanço, os óbitos ocorreram em seis cidades da região: Capitólio, Divinópolis, Formiga, Itapecerica, Lagoa da Prata e Pará de Minas registraram uma morte cada.

Já as mortes associadas ao vírus Influenza A não subtipado foram cinco, sendo duas em Formiga, uma em Martinho Campos, uma em Oliveira e outra em São Roque de Minas.

Ainda sem informações sobre o tipo de vírus da Influenza, duas mortes foram confirmadas em Formiga.

No Estado foram registradas  59 mortes por causa da doença. Segundo o balanço, os óbitos ocorreram em 45 cidades mineiras.

De acordo com a secretaria, 194 casos da gripe H1N1 foram registrados em 2016 no Estado. Em 2015, duas pessoas morreram vítimas da doença e seis casos foram notificados.

 

Entenda a doença

A gripe é uma doença infecciosa causada pelo vírus Influenza e acomete as vias respiratórias. Entre os sintomas, é comum o aparecimento de espirro, coriza, tosse, febre alta, dor de cabeça e prostração. A transmissão da gripe ocorre, geralmente, por secreção e pela inalação de partículas de saliva infectada em suspensão no ar. Por isso, para se prevenir contra a gripe, é muito importante mudar alguns hábitos como, por exemplo, lavar a mão com mais frequência e levar o antebraço à boca ao espirrar ou tossir.

Ela ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações.

A gripe pode ser causada pelos vírus Influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas B. Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais, também por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas e que, frequentemente, são associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte por pneumonia. Já o tipo C causa problemas respiratórios leves e infecta humanos, cachorros e porcos.

Na sua grande maioria, os casos de gripe são leves e se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Entretanto, nos grupos mais vulneráveis, o caso pode se complicar e gerar outras doenças graves; daí a importância de uma vigilância ativa nesse público. Sendo assim, é de notificação compulsória os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais realiza um estudo epidemiológico da frequência de casos e óbitos segundo a identificação do vírus Influenza no estado.

 

Fonte: G1 ||http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2016/07/cidades-do-centro-oeste-de-mg-acumulam-13-mortes-por-influenza.html

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