A Polícia Civil em Divinópolis ouviu mais cinco novas vítimas dos supostos golpes aplicados pelo pastor Jesiel Júnior Costa Oliveira, de 40 anos. De acordo com o portal G1, a informação foi divulgada nessa quinta-feira (17) pela delegada responsável pelo caso, Adriene Lopes.

Jesiel está preso no presídio Floramar, desde o dia 8 de outubro. Ele é suspeito de estelionato, sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A delegada não deu detalhes sobre os depoimentos, mas disse que as investigações continuam e que se houver mais pessoas que também foram lesadas por Jesiel que procure a delegacia para denunciar.

Além de pastor, Jesiel é empresário e se passava por advogado. Ele era responsável por três igrejas em Divinópolis sendo Igreja Batista Filadélfia de Divinópolis, Igreja Batista Filadélfia Internacional e Catedral Embaixada de Deus. Um esquema que colhia dízimo de fiéis em dinheiro e até por meio de máquinas de cartão de crédito.

Golpes

Além das igrejas, o suspeito mantinha a empresa Império Apoio e Gestão Comercial LTDA, cujo nome fantasia é Multare, onde ele dizia contar com 11 unidades, sendo oito em Minas Gerais e três em São Paulo. No entanto, só existem três unidades sendo em Belo Horizonte, Santa Luzia e Divinópolis.

A empresa se dispunha recorrer de infrações de trânsito. Jesiel ainda vendia falsas franquias desta empresa em várias cidades do estado, de acordo com que foi apurado até o momento pela polícia. Várias vítimas compraram as falsas franquias e tiveram altos prejuízos, um deles da ordem de R$ 185 mil.

As investigações começaram em abril, quando algumas das vítimas dos supostos golpes aplicados por Jesiel, o denunciaram na Polícia Civil. O prejuízo das vítimas apurado é, até o momento, de aproximadamente R$300 mil.

Durante as investigações foi verificado que toda a movimentação financeira da empresa do pastor, bem como movimentação particular dele, era realizada em nome da Igreja Filadélfia Internacional de Divinópolis, a qual ele é representante.

“Foram apreendidas várias máquinas de cartão de crédito e débito na residência e na empresa dele, todas registradas em nome citada igreja, o que configura lavagem de capitais, haja vista a imunidade tributária das entidades religiosas”, concluiu.

Prisão

Segundo Adriene, a prisão de Jesiel ocorreu por meio de cumprimento de mandado de prisão. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa, na empresa dele e na Igreja onde ele é pastor.

Sobre os crimes os quais ele é apontado como autor, Jesiel disse a equipe da TV Integração na época da prisão, que é inocente e irá provar a verdade.

 

Fonte: G1 ||
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