Durante a manhã desta segunda-feira (7), foi realizada a 1ª assembleia do Cis-Urg Oeste em 2018. Estiveram presentes mais de 30 prefeitos e secretários de saúde da região. O evento ocorreu no auditório da Faculdade Pitágoras em Divinópolis. O consórcio, que é responsável por gerenciar os serviços de Urgência e Emergência, apresentou para os representantes dos municípios  o relatório de gestão de 2017. Também foi divulgada a prestação de contas da entidade responsável pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O serviço completou 11 meses em funcionamento.

O balanço divulgado revela que foram atendidas 134 mil ligações no ano passado. Destas, os trotes representaram 39 mil telefonemas. De orientações médicas pelo telefone, aproximadamente 15 foram realizadas. Um dos problemas enfrentados é a queda das ligações, devido os serviços de telefonia na região.

Sobre saídas de ambulância, foram realizadas 21.610 durante 2017. Os números de atendimento pré-hospitalares representam 20 mil. De intra-hospitalares, foram 1.726. Para chegar ao local de uma ocorrência, as unidades móveis levavam 40 minutos, desde a ligação. Este tempo de espera diminuiu para 19 minutos.

 Relatório de gestão

Na apresentação do relatório de gestão, o que foi mais falado foi a inadimplência de municípios. Dos 54 municípios que integram o consórcio nove estão inadimplentes. De acordo com o diretor executivo regional do consórcio, José Márcio Zanardi, foi aprovado um parecer na assembleia, que determina a suspensão do serviço nas cidades inadimplentes.

“Do ponto de vista administrativo, isso não tem uma grande representação, em volume financeiro, pois nós conseguimos arrecadar 80% daquilo que era previsto em 2017, mas não é justo que uma cidade pague e a outra não, pois o combinado é que todos façam isso. E esse dinheiro está consignado no orçamento do consórcio e a gente precisa do recurso para garantir a sustentabilidade do mesmo como um todo”, explicou.

Notificações serão enviadas via cartório informando sobre a suspensão do serviço caso os municípios não entrem em contato em 30 dias para regularizar os valores devidos. Hoje, o débito total é de R$1,2 milhão, referente a 2017.

A relação das cidades não foi divulgada.

Estado

Além dos municípios, o Estado deve dois meses ao consórcio, cerca de R$4,5 milhões. Ambos referentes a 2018. Hoje, o custeio do serviço é de R$2,5 milhões. As cidades contribuem com R$500 mil ao mês e o restante parte do governo estadual. O não pagamento coloca em risco a continuidade do serviço, não só nas cidades inadimplentes como nas demais, já que a maior fatia para pagar o custo vem do Estado.

“O Estado informou que pagará esta semana. Ele tem cumprindo um calendário, ainda que atrasado, e não compromete a sustentabilidade, porque a gente consegue controlar com o repasse dos municípios de um mês para o outro. Mas, quando atrasa mais de um mês isso compromete, porque atrasa salários, posto de gasolina”, explica.

Segundo Zanardi, atualmente a folha de pagamento e os fornecedores estão em dia.

 

Fonte: Portal Centro-Oeste ||

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