“Foi um anjo de Deus no meu caminho, que me ajudou a encontrar meu irmão”, essas foram as palavras de gratidão da dona de casa Maria Aparecida Silva, de 54 anos, direcionadas ao policial José Osório.

O militar foi o responsável por ajudar Maria Aparecida a localizar o que irmão José Antônio Leite, de 54 anos, que não via há 18 anos e que atualmente mora em Dores do Indaiá.

A história começou em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, na sexta-feira (6). A dona de casa teve a ideia de pedir para a neta da patroa pesquisar sobre o município de Dores do Indaiá na internet. O nome da cidade foi guardado na lembrança e nas cartas que trocava com o irmão, antes de perderem contato um com o outro.

Com o telefone da Polícia Militar em mãos, ela fez o primeiro o contato para realizar o sonho de reencontrar o irmão, José Antônio Leite.

Eu liguei e graças a Deus quem me atendeu foi o sargento José Osório. Ele conversou comigo, entendeu o que eu contei e logo me passou o contato pessoal dele pra gente continuar conversando e eu passar mais informações para que ele fosse atrás”, explicou Maria Aparecida.

O militar José Osório, assim como Maria Aparecida, também está cheio de gratidão por ter ajudado no reencontro.

“Eu estava de serviço no quartel quando recebi a ligação dessa senhora dizendo que tinha um irmão que não via há quase 20 anos, porque perderam contato um com outro, mas disse que sabia que ele estava na região de Dores. Encontrei os dados dele no nosso sistema e lancei para ver se tinha algum registro de ocorrência e no mês de abril, a guarnição de Dores havia qualificado ele como testemunha em uma ocorrência. Localizei o endereço dele e pedi para a guarnição ir ao local. A casa era, de fato, do senhor José Antônio Leite. Pegamos o contato dele com a esposa e o filho que estavam no local e passei então para a senhora Maria Aparecida”, explicou José Osório.

Reencontro

Os irmãos ainda não se viram pessoalmente por conta distância, são quase 585 km entre as duas cidades mineiras, e os gastos relacionados à viagem. Maria Aparecida, trabalha em casa de família e José Antônio é vaqueiro. A condição financeira é o único empecilho, até o momento, para matar a saudade.

“A gente não se viu, mas conversamos por telefone e eu fiquei muito emocionada e vi que ele ficou emocionado também. Toda hora ele agradecia por eu ter tido a ideia de procurar por ele. Não perdemos contato por querer, há 18 anos era tudo muito difícil, a gente falava pelo orelhão, mandava carta e depois a gente perdeu o contato de tudo” disse  Maria Aparecida.

Ainda em meio à dificuldade, a dona de casa disse que está planejando o reencontro com o irmão ainda no fim deste ano; ela e os outros dois irmãos. Além disso, Maria Aparecida ainda quer conhecer o militar que proporcionou a localização do irmão.

“Eu quero ver o meu irmão logo e também quero ver o sargento que me ajudou. Não tenho nem palavras para agradecer, já falei isso com ele, não tenho palavras para descrever minha alegria e gratidão”, finalizou a dona de casa.

Fonte: G1

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