O Cruzeiro continua invicto na temporada 2008. E mais importante: assumiu a liderança isolada do Grupo 1 da Taça Libertadores sem maiores sustos ao vencer o Caracas por 3 a 0, na noite desta terça-feira, no Mineirão. Com o resultado, o time celeste chega aos sete pontos na tabela, deixando os venezuelanos, que ainda não tinham perdido, em segundo, com seis pontos. Guilherme, Ramires e Marcelo Moreno marcaram os gols do jogo.
O próximo compromisso da Raposa também é quente: clássico com o arqui-rival Atlético-MG, no domingo, pela sétima rodada do Campeonato Mineiro. Pela Libertadores, o Cruzeiro só volta a entrar em campo no dia 18, contra o mesmo Caracas, desta vez fora de casa. Se conseguir mais quatro pontos nos três jogos restantes, garante vaga nas oitavas-de-final.

Gols quase gêmeos
Wagner foi o primeiro a arriscar de longe, aos seis minutos, mandando por cima do travessão. Mas, três minutos depois, após roubada de bola, o camisa 10 celeste viu Guilherme avançando, e esticou para o atacante, livre, tocar na saída do goleiro Rosales. Charles e Wagner quase ampliaram em seguida, em uma verdadeira pressão nos venezuelanos.
Com a tranqüilidade no placar, o time da casa passou a valorizar a posse de bola e se aproveitar dos espaços que o Caracas dava em campo. O time de vermelho só chegou com perigo aos 20, com Bastianini chutando à direita de Fábio. Mas, aos 28, em jogada muito parecida com a do primeiro gol, Marcelo Moreno tocou para Ramires que, após belo corta-luz de Guilherme, bateu por baixo do goleiro venezuelano: 2 a 0
Os visitantes não ficaram nada satisfeitos em ver que estavam perdendo a liderança. O goleiro Fábio teve que trabalhar aos 30, defendendo mais um perigoso chute de Bastianini. E o zagueiro Espinoza salvou após uma rebatida da zaga. Guilherme quase marcou pela segunda vez aos 39, após jogada individual, mas Rosales fez ótima defesa.

Torcida morde, mas assopra
A pressão celeste continuou na etapa final, com muitos gols desperdiçados. Aos dez minutos, Guilherme recebeu outro presente de Wagner, bateu cruzado, arrancando tinta da trave. Em seguida, o atacante voltou a perder na grande área, com a zaga do Caracas tirando de carrinho.
Aos 13, o goleiro Fábio quase se machucou em uma dividida com Casanova. Temendo perder jogadores importantes, o técnico Adilson Batista tirou Wagner para botar Marcinho em campo. O camisa 10 celeste saiu de campo visivelmente contrariado, o que levou parte da torcida a chamar o treinador de burro.
O atacante Marcelo Moreno fez o dele aos 19 minutos. Após lançamento longo de Charles, o boliviano driblou o goleiro Rosales e tocou de esquerda para marcar 3 a 0 no Mineirão, para delírio da torcida azul, que se redimiu e gritou Adilson e olé nos minutos finais.

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