Na propriedade de Gilmar Ribeiro, em Formiga, a principal atividade ainda é a pecuária leiteira, mas uma cultura alternativa está ajudando a aumentar a renda da família. Com recursos do crédito rural e assistência técnica da Emater-MG, o agricultor está investindo também na produção de goiaba. A iniciativa deu bons resultados e a intenção é aumentar a área plantada da fruta.

A diversificação de culturas tem se tornado comum entre pequenos produtores. Na propriedade de Gilmar, o pomar possui 340 pés de goiaba, sendo que 65% deles já estão em produção e rendem 22 toneladas por safra.  “Como eu quero permanecer na zona rural, nós estudamos como ter uma renda mensal em que eu tivesse condição de pagar os estudos dos meus filhos. E, assim, resolvemos que seria um pomar de goiaba”, diz o produtor Gilmar Ribeiro.

Para colocar a ideia em prática, a família comprou  um trator, uma roçadeira e um atomizador, equipamentos adquiridos com recursos do Programa de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf) com o financiamento de R$58,2 mil pelo Pronaf Mais Alimentos.

Foto: Emater/Divulgação

A produção segue o sistema agroecológico, ou seja, alimentos mais saudáveis, sem uso de agrotóxicos e produtos químicos. Uma das técnicas usadas é o ensacamento dos frutos, o que evita a aplicação de defensivos contra o bicho da goiaba. O produtor também utiliza adubação orgânica, química e foliar, além de realizar controle de mato com roçadeira.

Todas as etapas do novo investimento foram acompanhadas pela Emater-MG que elaborou o projeto técnico necessário para a aprovação e liberação do crédito. “O acompanhamento é integral, em todas as fases da cultura, desde a formação até a produção final”, explica o extensionista da Emater-MG, Lacir Rovilson Dutra. Segundo ele, além de recurso financeiro, o crédito rural dá condições ao produtor de montar uma estrutura em que ele economize mão de obra que hoje em dia é escassa, afirma.

Parte da produção é comercializada por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Formiga e municípios vizinhos. É a esposa do produtor, Sônia Maria Ribeiro, quem fica responsável pelo manejo do pomar, colheita e seleção das goiabas. A produtora também cuida da produção de doce de goiaba que apesar de pequena, também ajuda a aumentar o orçamento. “As goiabas que não passam na seleção para o mercado, nós aproveitamos para fazer doces até por encomenda, conta.
Como a atividade tem apresentado bons resultados, a expectativa da família é continuar o investimento visando o aumento da área plantada e, consequentemente, da safra.

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Fonte:

Emater-MG