Após um período de prejuízos causados pela seca em 2014, pescadores e empresários que trabalham na região do Lago de Furnas voltam a lucrar. Junho de 2016 registrou a maior capacidade do reservatório nos últimos cinco anos. Foram 78,36%. O nível da represa subiu e o turismo volta a injetar dinheiro na economia local. Alguns hotéis só têm vagas para 2017.

Já fazia tempo que o Lago de Furnas não enchia tanto. Desde março a represa opera com mais de 75% do nível médio. Para uma usina com capacidade para abastecer 2,5 milhões de habitantes, significa estabilidade e menor risco de apagões e quedas de energia.

O lago cheio não oferece tranquilidade apenas ao setor energético. Para boa parte da população das 34 cidades banhadas por um dos maiores lagos artificiais do mundo, a cheia também favorece a irrigação das lavouras e o retorno dos peixes às redes dos pescadores.

Seca deixou marcas
Há dois anos a represa de Furnas operava com apenas 29,16% da  capacidade de armazenamento. Naquela época, o chamado “mar de Minas” não estava para peixe. O turismo também não vivia seus melhores dias.

Em 2016, a situação é oposta. A cheia da represa e o turismo no mês de férias escolares reaquecem o mercado do turismo na região. No hotel gerenciado por Mozart Alves, só há vagas para fevereiro do ano que vem. “A gente está fechando todos os finais de semana com 100% de ocupação. O nível da água tem nos ajudado muito”, disse.

Na pousada do empresário Paulo Rocha, todos os quartos estão reservados até o fim de julho de 2017 e restam poucas vagas livres para agosto. “O movimento está fantástico em 2016, com a volta do lago. Aumentou em mais de 100%”, afirmou.

Pedro Vicente Leite, presidente do Circuito Turístico Nascentes das Gerais, disse que a região está na contramão da economia.

“Estamos com todos os hotéis lotados e com grande procura. Todos em expansão, novos empreendimentos surgindo. O lago está nos proporcionando o melhor momento para o turismo em Capitólio e região”, finalizou.

 

Fonte: MGTV||

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