O preço da refeição em restaurante no Brasil é de, em média, R$ 18,20, de acordo com pesquisa da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert).
Esse é o preço médio para uma refeição com prato principal, bebida não-alcóolica, sobremesa e cafezinho. O valor é calculado levando em conta quatro tipos de refeição: prato feito ou comercial, por quilo, prato executivo e a la carte.
Entre as regiões do país, a refeição mais cara está no Sudeste e no Centro-Oeste, onde custa em média R$ 19,10, seguida pelo Norte, onde custa R$ 16,90; as refeições são mais baratas no Nordeste (R$ 15,60) e no Sul (R$ 15,40).
Das 22 cidades pesquisadas pela Assert, a que tem a refeição mais cara é Santos (SP), onde comer fora de casa custa em média R$ 20,80, seguida por Rio de Janeiro e Vitória, onde as refeições custam em média R$ 20,40. Em São Paulo, a média de preço é R$ 19 e em Brasília, R$ 20,10.
As refeições mais baratas estão em Campo Grande (R$ 11,50) e Blumenau (R$ 12,40).
Tíquete
Segundo a Assert, a média de R$ 18,20 no país é muito superior ao benefício concedido pela maioria das empresas para o almoço, que varia conforme a categoria profissional, acordos sindicais e a região do país, mas, na média, é de R$ 10.
Para o presidente da Assert, Artur Almeida, os benefícios atuais precisam ser revistos. A legislação diz que a empresa deve oferecer um valor adequado para o trabalhador realizar sua refeição e a pesquisa indicou o valor mais adequado?.
Inflação
Almeida explica que os preços da refeição em restaurante aumentaram no ano passado por conta da alta em custos administrados. É o caso da água, do gás, da energia elétrica, exemplifica. Ele também avaliou que se trata de um setor muito sensível a oscilações econômicas. No ano passado, tivemos muita oscilação, analisa.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009 o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sofreu variação de 4,31%. Houve redução no ritmo de crescimento de preços do grupo alimentação, que passou de 11,11% em 2008 para 3,18% em 2009. No entanto, o item refeição em restaurante, cujos preços aumentaram 9,05%, deteve a maior contribuição no IPCA do ano, com 0,37 ponto percentual.
Para este ano, a previsão do presidente da Assert é de que o preço da refeição em restaurante permaneça em R$ 18,20 ou até aumente. Ele citou entre os motivos as fortes chuvas, que contribuem para o aumento dos preços de verduras e legumes, e o crescimento da economia brasileira. Mesmo que as chuvas diminuam, a partir do segundo semestre, a economia deve crescer ainda mais, o que implica mais renda e emprego e impede a queda nos preços das refeições em restaurantes?.
O estudo, conduzido pelo Instituto Análise entre os dias 23 de novembro e 18 de dezembro de 2009, foi realizado com base em 3.224 entrevistas com donos ou responsáveis pelos estabelecimentos comerciais.

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