Mesmo após o fim da Onda Roxa no Estado, Belo Horizonte ainda mantém em vigor o decreto municipal que proíbe a abertura de atividades consideradas não essenciais. O município tem autonomia para aderir ou não à nova fase do Minas Consciente. A prefeitura da capital só deve definir uma possível flexibilização na cidade na segunda-feira (19).

Porém, nas ruas do Centro não faltam exemplos de comerciantes desrespeitado as medidas impostas pela PBH para barrar o contágio do coronavírus. A reportagem do Hoje em Dia percorreu as avenidas Afonso Pena e Santos Dumont e as ruas dos Tupinambás, Carijós, São Paulo e Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16). Várias lojas de portas abertas foram flagradas. O movimento de pessoas nas vias, no entanto, era pequeno.

A multa para quem insiste em ignorar as regras é de R$ 18 mil. Desde o início da pandemia, até 12 de abril deste ano, 75 autuações foram aplicadas. Até o momento, os fiscais de Controle Urbanístico e Ambiental interditaram 537 estabelecimentos.

Desde 6 de março, a PBH decidiu pelo fechamento do comércio e dos serviços considerados não essenciais. Depois que o decreto municipal entrou em vigor, o governo estadual decidiu criar a Onda Roxa, que durou um mês para cidades da Grande BH. 

Além disso, no dia 23, BH proibiu o funcionamento, aos domingos, de supermercados, padarias, sacolões, lanchonetes, açougues e do Mercado Central. Com as medidas, bares e restaurantes (exceto para delivery), cinemas, feiras, escolas, lojas de vestuário, academias, eventos e parques não podem funcionar.

Reunião nesta sexta

Membros do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte se reúnem, mais uma vez, para analisar o atual cenário da pandemia na capital e definir os rumos da flexibilização e reabertura do comércio na cidade.  

As medidas restritivas impostas pelo grupo, que buscam reduzir o avanço da pandemia da Covid-19, trouxeram resultados positivos. A cidade viu índices de transmissão e ocupação de leitos diminuírem, mesmo que de forma lenta. 

Segundo dados divulgados no boletim de quinta-feira (15), a ocupação de leitos de terapia intensiva, que chegou ao colapso, com vagas 100% ocupadas e fila de espera para internação, agora está em 87,2%. No caso dos de enfermaria, a taxa está em 65,4%, em nível de alerta amarelo. Já o índice de contágio, que esteve em alerta máximo, voltou a um patamar que indica estabilidade da pandemia: 0,87.

Fonte: Hoje em Dia

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