A Lagoa do Fundão tem seu volume d’água, há décadas, regulado através de uma comporta que deve ser operada nos períodos de seca ou de maior afluência de água, mantendo seu nível dentro de limites aceitáveis.
Porém, este ano, ninguém explica oficialmente por quais razões, optou-se por manter a dita comporta fechada.
Com a forte chuva que caiu sobre a cidade, a partir da noite de domingo (22), o fechamento da comporta ocasionou o transbordamento da lagoa, resultando na inundação da área do que restou da antiga Praia Popular e vazando para a avenida Geraldo Almeida, interrompendo o tráfego naquela importante via e ilhando moradores de alguns bairros.
Milhões de litros d?água estão desde a madrugada desta segunda-feira (23) escorrendo pela via e dezenas de veículos de menor porte aguardam o escoamento para que possam transitar pela via sem riscos.
Funcionários da Defesa Civil esteve no local, assim como o secretário de Gestão Ambiental, Jorge Zaidam, que, por volta das 6h (segundo ele) determinou providências (abertura de valas e a abertura da comporta).
Porém, a abertura da comporta (tardiamente) se deu de forma pouco convencional, com o uso de máquinas que a arrancaram dos trilhos (guias laterais, já que ela corre verticalmente como se fosse uma guilhotina); causando danos à peça que é mecânica, cujo reparo certamente exigirá que a lagoa esteja no seu nível mínimo.
É uma pena, pois, com esta inusitada e sem dúvida alguma, precipitada decisão, a cidade perde uma chance única de ver lagoa ostentando água em seu nível máximo.
É claro que mesmo nesta condição, com um mínimo de bom senso e cuidado, era possível operar a comporta de forma a não causar danos ambientais e o que seria melhor, mantendo o nível da lagoa em seu ponto ideal.
A população do entorno estranhou a não operação em tempo hábil da comporta e mais que isso, a forma como a mesma acabou sendo aberta (na marra) ou, por que razão se optou por mantê-la fechada mesmo após as fortes chuvas que nos últimos dias precipitaram sobre esta região.
Pergunta-se: Quem terá sido o responsável por mais este desastre que, convenhamos, era mais que previsível?

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