A região Centro-Oeste contabiliza  a  maior concentração de surtos de conjuntivite em todo o estado, na quinta-feira (15) o número de surtos chegava a 30, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Dessa forma, os moradores de toda a região devem reforçar a higiene para evitar olhos vermelhos e lacrimejantes.

Já no Estado, o número de pessoas contaminadas subiu, contabilizando 118 surtos só nos dois primeiros meses e começo de março deste ano. O levantamento anterior sobre a inflamação nos olhos, atualizado na segunda-feira, apontava a existência de 82 surtos em Minas. Ou seja, foram confirmados outros 36. Em 2017, foi notificado à SES-MG um total de 180.

Em Minas, os dados de surtos de conjuntivite estão separados pelas 28 Regionais de Saúde, que incluem todos os 853 municípios. Segundo a SES, as cidades não são obrigados a notificar número de casos da doença, exceto se houver surtos. Ou seja, não é possível contabilizar o total certo de pessoas que foram infectadas por município. De acordo com a pasta, “um surto é quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica, além da normalidade”.

A Regional de Divinópolis lidera entre as mais atingidas pela doença, com o equivale a mais de 25% das notificações este ano. A cidade com o maior número na regional é São Gonçalo do Pará, com 30 surtos. Outra regional com alto índice é Diamantina, na Região Central de Minas, com 15. O número é distribuído entre Presidente Kubitschek (10), Vargem da Lapa (3), Coluna (1) e Araçuaí (1). A cidade de Paiva, que faz parte da Regional de Saúde de Barbacena, também na Região Central, manteve o número do último balanço da SES, com 17 surtos.

A Regional de Saúde da Belo Horizonte engrossou a lista de 18 cidades que já detectaram surto de infeções nos olhos.  Este ano, a vigilância epidemiológica de BH recebeu notificação das regionais Norte, Leste e Oeste. Há pelo menos 79 casos envolvidos nesses surtos.

Orientações

Olhos avermelhados e lacrimejantes, pálpebras inchadas e avermelhadas, secreção esbranquiçada e sensação de areia nos olhos são os principais sintomas da conjuntivite. Trata-se de uma inflamação da mucosa que, junto com a lágrima, protege o olho contra poeira, agressões do meio ambiente e outros fatores. Há vários tipos, entre eles a conjuntivite viral, bacteriana, química e tóxica. Os casos mais comuns podem ser causados, também, por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou maquiagem. A patologia apresenta transmissão de pessoa a pessoa, principalmente, por objetos contaminados como toalhas, travesseiros, lenços, lápis e copos. A doença, normalmente, tem duração de 15 dias até a cura.

Cuide-se:

» Nunca compartilhe itens pessoais como maquiagem, travesseiros, óculos e toalhas de mão e rosto
» Cubra o nariz e a boca quando tossir ou espirrar e evite esfregar ou tocar os olhos
» Nunca compartilhe suas lentes de contato com outra pessoa e interrompa o uso caso apresente sintomas da conjuntivite
» Lave as mãos frequentemente, especialmente quando passar tempo na escola ou em outros lugares públicos
» Mantenha acessível um desinfetante manual como o álcool gel e use-o com frequência
» Limpe sempre as superfícies com um antisséptico apropriado
» Se você sabe que sofre alergias sazonais, pergunte ao seu médico o que pode ser feito para minimizar seus sintomas
» Ao nadar, use óculos de natação para se proteger de bactérias e outros microrganismos presentes na água
» Ande sempre com lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização
» Não use lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados
» Separe sua toalha de rosto e travesseiro, de preferência troque a fronha e a toalha todos os dias
» Use apenas o medicamento indicado pelo seu médico e lave os olhos com água filtrada ou tratada
» Faça compressas frias várias vezes por dia e lave o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível
» Em caso de baixa de visão, procure novamente seu oftalmologista
» Evite a reinfecção não utilizando novamente a maquiagem ou lentes de contato que possa ter usado no período em que estava doente.

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Fonte:

Estado de Minas