As Secretarias de Saúde dos municípios de Passo Fundo e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, confirmaram, nesta quinta-feira (16), a morte de mais quatro pessoas devido à nova gripe. A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul não confirma a informação. O secretário Osmar Terra deve falar sobre o assunto ainda nesta tarde. Em todo o país, já são 11 casos confirmados.
Segundo a secretaria de Passo Fundo, as duas mortes contabilizadas nesta quinta são de adultos. No total, três mortes foram confirmadas na cidade. A outra vítima foi um caminhoneiro de 29 anos, de Erechim (RS), que foi considerado como a primeira morte do país. Ele teria sido contaminado na Argentina e estava internado no município.
O secretário de Saúde de Santa Maria, José Haidar Farret, disse que os dois homens, de 26 anos e 31 anos, que estavam internados no Hospital Universitário, morreram. Os óbitos foram registrados na madrugada da última segunda-feira (13) e na semana passada, respectivamente. Os exames que confirmaram o diagnóstico, feitos pela Fiocruz, chegaram nesta quinta-feira (16).
De acordo com Farret, o paciente de 26 anos trabalhava como vigilante em uma boate e teria informado que viajou para o Uruguai. A mãe dele, entretanto, teria negado essa informação. A outra vítima seria um funcionário do hospital.
Na manhã desta quinta, a Prefeitura de Uruguaiana, também no Rio Grande do Sul, confirmou o óbito de um paciente com a mesma doença. Um caminhoneiro de 35 anos morreu nesta madrugada, na Santa Casa da cidade. Também nesta quinta, foram confirmados mais casos, em Osasco (SP) e no Rio de Janeiro.

Outros casos
A primeira vítima da doença no Brasil foi o caminhoneiro que estava internado em Passo Fundo, que morreu em 28 de junho. Na última sexta-feira (10), foi confirmada a morte de uma menina moradora de Osasco, em São Paulo.
A terceira morte foi anunciada na segunda-feira (13): um menino de 9 anos, morador da cidade de Sapucaia do Sul (RS). Ele morreu em 5 de julho, em Porto Alegre, mas o resultado da análise laboratorial que confirma a contaminação só saiu na segunda-feira (13).
Em São Paulo, a segunda morte no estado foi confirmada na terça-feira (14). Trata-se de um homem de 28 anos, que passou a apresentar febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal em 1º de julho, no Hospital de Clínicas de Botucatu. Ele procurou o serviço médico no sábado, 4 de julho, quando foi internado. No dia 7, o quadro clínico se agravou e ele morreu três dias depois, na sexta-feira.

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