O Conselho Fiscal do Cruzeiro divulgou, na tarde dessa terça-feira (20), um relatório rebatendo irregularidades apontadas pela comissão de sindicância instaurada pelo presidente do Conselho Deliberativo da Raposa, Zezé Perrella, no final de julho.

No documento, o órgão – eleito no dia 1º de julho, com apoio de membros da atual diretoria – afirma que não há inconsistências nos pontos apontados pela sindicância.

Uma das principais denúncias da sindicância faz referência ao pagamento de valores diferentes dos previstos em contratos, e também sobre supostas irregularidades na remuneração de funcionários do clube que receberiam tanto pelo regime da CLT, quanto por meio de pessoa jurídica.

No texto publicado no site oficial do Cruzeiro, o Conselho Fiscal afirma que “os documentos apresentados pelo clube demonstram que todos os valores pagos estão em consonância com os contratos e seus respectivos aditivos”. (Confira a íntegra do documento abaixo)

Jarbas Matias dos Reis e Walter Cardinali Júnior, conselheiros responsáveis pelo trabalho da sindicância não assinaram o documento.

O comunicado teve a rubrica apenas de membros do Conselho Fiscal, do “diretor de Controladoria e Finanças”, Flávio Pena, da contadora, Juliany de Souza, e do auditor da Oliveira Mendes (empresa contratada e que aprovou com ressalvas as contas de 2018), Frederico Abreu Mendes.

Conselheiros remunerados

Outro questionamento levantado em julho pela sindicância foi a remuneração de 30 membros do Conselho Deliberativo do clube.

No comunicado divulgado, o Conselho Fiscal afirmou que a prática de conselheiros trabalharem no clube existe desde antes de 2018 (período anterior a gestão da atual diretoria) e que a mesma está em consonância com o estatuto do Cruzeiro.

Entretanto, no relatório divulgado pela sindicância foi indicado que não haviam conselheiros remunerados no clube em 2017.

Reprodução/Site oficial do Cruzeiro / N/A

 

Reprodução/Site oficial do Cruzeiro / N/A

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Hoje em Dia