O próximo ciclo de revisão tarifária, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove no ano que vem, deve significar um alívio no bolso do consumidor e um baque nas contas das empresas. A Cemig, que vai passar pelo processo em abril de 2013, já prevê uma queda de 10% na geração de caixa no ano. O diretor de finanças e relações com investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla, explica que esses 10% não serão o percentual de queda na tarifa, mas o impacto na geração de caixa.
Ele diz que a queda será resultante da mudança na metodologia da revisão. Rolla diz que as empresas do setor já procuraram o órgão regulador para expor sua posição sobre o novo sistema. Deixamos clara a nossa avaliação das consequências. Uma queda dessa magnitude, pode comprometer os investimentos para os anos futuros, afirmou. Ele disse que Cemig pretende compensar esse impacto com a modernização de equipamentos e sistemas para reduzir os custos.
Também está em discussão entre o órgão regulador e o governo federal o fim do reajuste anual das tarifas de energia elétrica. A ideia do ministro Guido Mantega é promover uma desindexação na economia e manter apenas a revisão, que acontece a cada cinco anos.
Para o diretor da Cemig, a medida poderia trazer problemas de caixa, já que os contratos da empresa são indexados. Se há um projeto de desindexação, ele tem que ser generalizado, disse. Ele afirmou que há uma lei federal que prevê que os contratos de longo prazo, caso do fornecimento de energia elétrica, sejam reajustados anualmente.

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