O ano novo começa com bandeira vermelha na conta de luz do consumidor brasileiro. A partir de janeiro, o custo da energia gerada pelas usinas térmicas será cobrado mensalmente na tarifa por meio do sistema de bandeiras tarifárias, que sinaliza e repassa de forma imediata o preço da energia que está sendo consumida.
O sistema de bandeiras representa o custo da energia com base nas condições de geração e dá um sinal de preço ao consumidor. No pior cenário, de bandeira amarela ou vermelha, a tarifa do consumidor residencial terá um acréscimo mensal que pode variar de R$ 1,50 a R$ 3 por mês a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Na prática, o consumidor já vem pagando o preço da elevada dependência de energia térmica nos últimos anos. A diferença é que, até então, essa cobrança ocorria apenas uma vez por ano, na data do reajuste das concessionárias de distribuição. Agora, esse repasse será feito mês a mês, sinalizando previamente ao consumidor o preço da energia que ele consome e dando a opção de economizar.
De acordo com o gerente de Gestão e Controle do Faturamento de Energia Elétrica da Cemig, Mauro Marinho Campos, as bandeiras tarifárias serão três, como um semáforo, e serão representadas pelas cores verde, amarela e vermelha. ?A bandeira verde sinaliza condições favoráveis de geração de energia. Portanto, a tarifa não sofrerá nenhum acréscimo. Por sua vez, a bandeira amarela indica um sinal de atenção, pois as condições de geração são menos favoráveis, com algumas termelétricas operando. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,015 para cada kWh consumido. Já a bandeira vermelha sinaliza que a oferta de energia para atender a demanda dos consumidores ocorre com maiores custos de geração, com muitas termelétricas operando. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,03 para cada kWh consumido?, explica.
O impacto das bandeiras na conta de luz depende de fatores como o comportamento das chuvas, nível dos reservatórios e uso de energia térmica. Quanto maior a dependência das usinas térmicas, sabidamente mais caras, maior será o custo repassado aos consumidores. Com o nível baixo dos reservatórios, é provável que as térmicas continuem ligadas por um bom tempo, fazendo com que o sistema de bandeiras eleve a conta de luz.
No dia 30 de janeiro, a Aneel divulgará a cor da bandeira que vale para o mês de fevereiro.

Economia de energia
A implantação das bandeiras tarifárias vai permitir que o consumidor gerencie melhor o consumo. Dessa forma, alguns hábitos simples podem ser adotados sem perda do conforto, proporcionando a utilização racional da energia elétrica. Além de reduzir a conta de energia no fim do mês, a população pode ajudar o país a se recuperar de um ano em que as condições hidrológicas foram desfavoráveis.
Uma das principais medidas é mudar a chave de temperatura do chuveiro para o verão, nesta época do ano. O chuveiro é um dos equipamentos que mais consome energia, devido à sua alta potência – que é muito alta. Mudando o seletor de temperatura da posição ?inverno? para a posição ?verão? a potência é reduzida em 30%, proporcionando uma redução no consumo ao final do mês de até 10%.
Outro eletrodoméstico que consome muita energia é a geladeira, devido ao seu tempo diário de uso. Um equipamento em bom estado de uso funciona 12 horas por dia, ou seja, 360 horas por mês, mas é comum encontrar geladeiras, em más condições de conservação, funcionando mais de 600 horas por mês.
Com relação ao ar condicionado, o ideal é que ele seja ligado depois de garantir que o ambiente a ser climatizado esteja totalmente fechado, verificando portas e janelas. O aparelho deve ser dimensionado de acordo com a área do ambiente a ser climatizado.

Reajuste na Taxa de Iluminação Pública
De acordo com a resolução 414/2010 instituída pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a manutenção da iluminação pública dos municípios ficará a cargo das Prefeituras a partir de janeiro. Para arcar com os novos gastos, os valores da Contribuição de Iluminação Pública foram revistos e reajustados. Em Formiga, o projeto de lei, que dentre outras determinações estabelece os valores a serem pagos dependendo do consumo, a partir de janeiro, foi aprovado no dia 1º de dezembro.

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