O coordenador da Fazenda Laboratório Unifor-MG, Prof. Dr. Dênio Garcia Silva Oliveira, foi homenageado, nesta semana, pelo Ministério Público de Minas Gerais. O ato ocorreu durante um Seminário no Salão Vermelho, na sede da Procuradoria-Geral da Justiça. O evento comemorou ainda os dez anos da implantação do modelo de atuação especializada na defesa dos animais.

A condecoração do coordenador está relacionada às ações do Unifor-MG, em parceria com o MPMG, no acolhimento, guarda e recuperação de animais silvestres na Fazenda e, principalmente, pelo apoio no projeto de recuperação de galos.

“A homenagem é um reconhecimento do trabalho que desenvolvemos na Fazenda. Agradeço a confiança do Unifor-MG, nos nomes do Reitor Marco Leão, da Diretora de Ensino Inêidina Sobreira e da Diretora de Planejamento e Finanças Adriana Alves Silva. Sem eles seria impossível conduzir as atividades com o Ministério Público. Também sou grato a toda a minha equipe de funcionários e estagiários”.

O projeto é uma extensão da experiência que teve início há dois anos, fruto da parceria do MPMG com o Centro Universitário de Formiga. A metodologia foi desenvolvida pelo Prof. Dr. Dênio Garcia, e estabelece que os galos atendidos recebam cuidados veterinários, como vacinação e vermifugação, alimentação adequada a sua espécie e manutenção em áreas abertas, com piso em gramado natural, junto a fêmeas. O tratamento ético dispensado às aves contribui para sua reabilitação.

O Prof. Dr. Dênio Garcia Silva Oliveira contou que foi assinado, recentemente, um Termo de Cooperação Técnica entre o Ministério Público de Minas Gerais e o Unifor-MG, permitindo a continuidade do projeto. A Fazenda, por meio da iniciativa, recebe galos de várias partes do País.

Saiba Mais

A coordenadora da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), Promotora de Justiça Dra. Luciana Imaculada de Paula, comentou em uma matéria divulgada em julho (Experiência no Unifor-MG é Modelo para Reabilitação de Galos em Uberaba), que o projeto viabiliza um tratamento humanitário e ético a animais que foram explorados em combates e devem ser considerados como vítimas do crime de maus-tratos.

De acordo com ela, anteriormente ao projeto, esses animais eram abatidos ou permaneciam na esfera de poder do infrator, sujeitos a novos abusos e maus-tratos – opções que contrariam frontalmente o preconizado pela legislação pertinente ao tema.

Segundo o dispositivo legal, cabe ao Poder Público proteger os animais – notadamente aqueles que estão sob sua tutela em virtude de apreensão em ações fiscalizadoras de maus-tratos – e não desrespeitar sua vida e dignidade mediante atitudes cruéis, como sacrificá-los a despeito de qualquer questão sanitária ou humanitária.

Fonte: Unifor-MG

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