Nessa terça-feira (19), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que adiou por mais 120 dias a entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do rio Itapecerica.

A justificativa foi que a Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) precisou estender o prazo do período de testes.

Por nota, a companhia disse que dará início à operação depois de todos os testes serem finalizados. Segundo a assessoria de comunicação, a Prefeitura de Divinópolis não foi notificada sobre o prazo adiado.

A Copasa esclareceu ainda, que a empresa contratada para realização da primeira etapa da obra entrou em processo de recuperação judicial, o que resultou em descumprimento do cronograma de conclusão da ETE. A companhia reforçou que foram tomadas medidas administrativas e judiciais em relação à empresa contratada.

Obras finalizadas

As obras no rio Itapecerica estão finalizadas, mas, até o momento, a ETE segue sem funcionar em Divinópolis. O prazo estipulado pela Prefeitura e pela Copasa previa que a estação estivesse em operação em abril de 2019.

Em julho deste ano a Copasa informou que as obras da ETE foram retomadas em outubro de 2018após a companhia afirmar que a estação começaria a operar parcialmente em julho do mesmo ano, com o prazo final estipulado para dezembro. No entanto, no dia 17 de dezembro de 2018 apenas 85% das instalações estavam finalizadas.

ETE Itapecerica

A implantação da ETE da bacia do rio Itapecerica começou em dezembro de 2017, com previsão de inauguração para dezembro de 2018. Mas, devido ao atraso no fornecimento de materiais, o prazo foi prorrogado.

A obra, que custou cerca de R$ 145 milhões, substituiria o sistema que existe atualmente na cidade, que trata 45% de todo o esgoto que é jogado no rio Itapecerica, segundo a Copasa. O restante, cerca de 380 litros por segundo, é jogado diretamente no rio.

Ainda no mês de julho, a Copasa afirmou que os testes na ETE do rio Itapecerica deveriam ser iniciados naquela ocasião e que seriam concluídos até novembro de 2019. Explicou ainda que estava aguardando uma autorização da Superintendência Regional de Meio Ambiente, que agora pediu 120 dias para finalizar a etapa de testes.

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Fonte:

G1