Representantes da farmacêutica Pfizer foram à embaixada do Brasil,  em Washington, nos EUA, no dia 27 de agosto de 2020 para ter uma resposta sobre a oferta de doses da vacina contra a Covid-19 que haviam sido feitas ao país no dia 14 do mesmo mês, revela um documento entregue à CPI da pandemia. Segundo a “TV Globo”, que teve acesso documento, o Itamaraty foi comunicado da visita na embaixada dos EUA no dia 28, e teria que responder a proposta até o dia 29/8. O Brasil, no entanto, não respondeu aos pedidos do laboratório e as negociações só foram retomadas em novembro e em fevereiro de 2021.

Conforme o documento divulgado pela “TV Globo”, os “dirigentes da Pfizer ressaltaram ao Posto a importância de que o governo brasileiro manifeste interesse pela compra da vacina até 29/8, com base em proposta comercial apresentada aos Ministérios da Saúde e da Economia em 14/8”.

Apesar do documento citar o dia 14 de agosto, o laboratório fez outros dois contatos com o Brasil, afim de ter um retorno sobre a compra dos imunizantes. Esses contatos aconteceram nos dias 18 e 26 de agosto.

Segundo o mesmo documento, os dirigentes da Pfizer alertaram o Brasil da possibilidade de atraso na entrega dos imunizantes, caso o contrato não fosse fechado no dia 29 de agosto.

“Ressaltaram que o prazo para o governo brasileiro formalizar interesse na compra da vacinação expirará em 29 de agosto corrente, conforme estipulado na proposta. Expressaram receio de que a empresa não possa garantir o fornecimento da quantidade de doses da vacina deseja pelo Brasil, caso não receba a confirmação de interesse até 29/8”, trazia o comunicado divulgado pela “TV Globo”.

O contrato com a Pfizer, só foi fechado em março de 2021, para a aquisição de 100 milhões de doses, um ano após o início da pandemia.

Fonte: O Tempo 

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