Durante o inverno, é comum encontrar pessoas com tosse, gripadas ou resfriadas. Também aparecem, nesta época, a bronquite e a sinusite. Contudo, nos últimos anos, o que tem chamado à atenção dos médicos é alta incidência da varicela, também conhecida como catapora. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), até o momento, foram notificados mais de 8 mil novos casos da doença somente neste ano. A enfermidade já matou seis pessoas em todo o Estado neste ano, sendo que a maioria eram crianças de até 9 anos.
A maior concentração de notificações nos postos de saúde começou mais cedo em 2013, favorecida pelo tempo seco e pelas baixas temperaturas em Minas desde o mês de maio. Tradicionalmente, os meses de setembro e outubro registram o maior número de casos. A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato com pacientes, com lesões cutâneas ou direto pelo ar. De acordo com a SES, o pico da catapora no Estado aconteceu em 2010, quando foram registrados 57.198 casos. Nos dois anos seguintes, o número caiu, mas continua alarmante.
Causas de agravamento
A coordenadora Estadual de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES-MG, Janaina Fonseca Almeida, explica que as principais causas de óbito são o agravamento das infecções na pele. Pacientes acometidos por pneumonia secundária, pessoas com algum tipo de imunodeficiência grave (portadoras de HIV ou com leucemia), gestantes e adultos que também nunca tiveram a doença fazem parte desse grupo de risco. Nessa época do ano, é preciso aumentar a vigilância epidemiológica. A partir de setembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) incluirá a vacina Triviral, que protege contra a catapora, sarampo, caxumba e rubéola no calendário básico. Ela será oferecida exclusivamente para crianças menores de 2 anos, afirma.
Causada pelo vírus varicela-zoster, a doença manifesta-se basicamente como erupções rosadas na pele e coceira generalizadas por todo o corpo. A catapora pode ser acompanhada de febre baixa (entre 37,5° e 39,5°) e também é comum surgir dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite e cansaço.
Em Formiga
De acordo com o a Secretaria de Saúde, em Formiga, os casos de catapora estão sob controle, uma vez que o setor de epidemiologia em conjunto com os profissionais de PSF acompanham de perto cada caso notificado, realizando investigação do mesmo e orientando acerca de medidas preventivas acerca das possíveis complicações e da transmissão.

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