A interação virtual brasileira é surpreendente. Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Google (*) mostra que, em média, gastamos nove horas por dia na rede. Além disso, sete entre 10 brasileiros estão em alguma rede social (o número é 45% acima da média mundial).

Virtualidade alta, altos riscos. Sobretudo, àqueles que estão em fase de formação, como as crianças e adolescentes. Para a neuropsicopedagoga Maria Leonete Rosa, orientadora educacional do Colégio ICJ Sistema Bernoulli e pesquisadora da área há mais de 20 anos, pais e escola devem assumir a tarefa com empenho, já que a complexidade é grande quando o assunto é interação virtual.

Ela relembra que as redes sociais permitem que os filhos se relacionem com um número grande de pessoas, o que pode ser potencialmente positivo, mas naturalmente é um risco, uma vez que a rede é aberta ao contato com desconhecidos.

Por isso, a orientação aos pais é sempre estar perto. “Os pais têm que estar atentos sobre com quem os filhos estão se relacionando. Já um outro problema diz respeito ao tempo gasto nesse ambiente, que poderia ser empregado no estudo e está sendo gasto nas redes sociais e na distração não-produtiva”, afirmou.

Cyberbullying

Se seu filho sobrer bullying ou cyberbullying, ele contará para a pessoa em quem ele tem mais confiança. É por essa razão que, muitas vezes, a escola acaba sabendo antes da família sobre uma situação dessa.

Segundo a especialista, os pais precisam ser as pessoas em quem os filhos têm mais confiança. “Tanto quem recebe quanto quem pratica é vítima do cyberbullying”, afirmou. Por isso, a atenção ao tema é essencial. “Os pais devem supervisionar o que os filhos postam. A partir disso, devem ter uma conversa aberta em relação à questão da exposição”, disse Rosa.

Menos exposição virtual

O que pode ser postado?

  • Uma conquista
  • Um trabalho em grupo
  • Uma ação voluntária
  • Algo que possa ser compartilhado com todos

O que não deve ser postado?

  • Informação pessoal
  • Fotografias do ambiente familiar
  • Exposição de outros colegas
  • Conteúdo que possa atrapalhar a futura carreira profissional

* A pesquisa do Google ouviu 2.477 pessoas em 28 cidades brasileiras. O estudo foi divulgado nessa terça-feira (26) para convidados em Brasília (DF)

 

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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