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Nessa segunda-feira (12) o Rotary Club de Formiga realizou uma homenagem a mestres e professores capoeiristas de Formiga. O tributo ocorreu em comemoração ao Dia do Capoeirista, celebrado em 3 de agosto.

Entre os homenageados estava Ênio Elias da Silva Filho, o professor Ninho. Ele é responsável, juntamente com o mestrando Juninho, pela criação da Associação de Capoeira Caminhos de Luanda (ACCL) que atualmente preside, e pelo projeto Caminho.

Além de Ênio, foi homenageado Idelmar da Silva Valadão, o Mestre Grande. Ele é responsável pelo Grupo Capoeira Gerais de Formiga.

Professor Ninho e Mestre Grande (Foto: Arquivo Pessoal)

Desenvolvido em cinco bairros de Formiga, o projeto Caminho atende 150 crianças e adolescentes que têm acesso gratuito a aulas de capoeira. Além de promover cultura, saúde e bem estar, o projeto desenvolve ações sociais que atendem também as famílias.

A ação é desenvolvida no bairro Água Vermelha, onde está situada a sede da ACCL; no Novo Horizonte – na Praça do Ceus; no Bela Vista – na escola Caic; no Ouro Negro – na escola Paulo Barbosa; no Santa Cruz – na Escola Arlindo de Melo e no barro Maringá, no espaço da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Maringá.

De acordo com Ênio, todo o trabalho desenvolvido pela Associação de Capoeira Caminhos de Luanda é sem fins lucrativos e aberto à comunidade.

O professor

Ênio pratica capoeira há 27 anos. Ele iniciou na arte com 10 anos com Ricardo Picardi, o Mestre Caíca, pioneiro da capoeira em Formiga e responsável pelo grupo Via Brasil e o projeto social Criança Saúde.

Nesses 27 anos ligados à capoeira desenvolveu o esporte com grandes professores como Mestre Chicão e Mestre Sabará.

Ênio tem 36 anos e é natural de Formiga. Proprietário de uma lanchonete, ele é pai de dois filhos Emily e Heriky, e filho de Ênio Elias da Silva e Helena Aparecida Bernardes.

Ênio e os filhos (Foto: Arquivo Pessoal)

Dia do Capoeirista

A escolha do 3 de agosto para celebrar o Dia do Capoeirista decorre da Lei nº 4.649, de 1985, do governo do estado de São Paulo, que instituiu oficialmente esta data como comemoração a todos os capoeiristas. No entanto, em nível nacional, ainda não existe uma lei que oficialize o Dia do Capoeirista no Brasil.

A capoeira surgiu no Brasil entre afro-brasileiros escravizados, em meados do século XVII. Para se defender dos golpes que recebiam dos capatazes, os cativos passaram a empregar movimentos rápidos para se desviar do chicote e aplicar, com os pés, pancadas no adversário.

Durante muitos anos, mais precisamente do fim do século XIX até meados do século XX, praticar capoeira no Brasil era considerado um crime, de acordo com a lei “Sampaio Ferraz”, de 1890.

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Com informações do portal Calendarr