O brasileiro vive o medo permanente de ser vítima de criminosos.

O termo “violência”, em seu sentido amplo, abrange qualquer tipo de força que impeça o livre arbítrio do próximo, caracterizado por ação danosa à vida, à saúde ou ao patrimônio de outrem. Neste sentido, abrange tudo o relacionado à liberdade do outro, compreendendo diversos tipos, como a violência contra a mulher, o abuso sexual, violência física, psíquica, social, contra animais, patrimonial, moral, institucional, jurídica, social, sequestro, roubos, furtos, etc.

No Brasil, diariamente ocorrem assaltos, assassinatos, latrocínios, roubos, furtos, estupros, etc. As pessoas têm medo de ver suas residências invadidas por criminosos. Receiam chegar e serem rendidas por meliantes. Ficam apreensivas ao andar na rua, temendo ser interpeladas pelos criminosos para a retirada dos seus pertencentes. Os profissionais ficam inseguros no trabalho, principalmente aqueles que trabalham com dinheiro em espécie, pois a qualquer momento pode ocorrer um assalto. Os jovens quando vão em shows têm seus celulares e acessórios roubados. Até quando vai esta situação…

Por sua vez, a violência gerou no Brasil o crescimento contínuo da indústria do combate ao crime, de forma contínua, em quantidade e em valores econômicos. Nunca se vendeu tantos produtos de segurança (cerca elétrica, câmara, alarme, concertina, trava de segurança, grades, portas de aço, carros blindados, etc.) e também serviços ligados à segurança preventiva e ostensiva (vigilantes, ronda, escolta armada, monitoramento remoto, seguros etc.).

A guerra interna ceifa mais vidas do que guerras ocorridas entre países. Somente em 2012 foram 50 mil pessoas assassinadas e entre as 50 cidades mais violentas do mundo, 14 estão localizadas no Brasil.

As causas da violência são diversas e antigas conhecidas, como a pobreza, a desigualdade social, fatores hormonais, químicos, disputas, almejo por riqueza rápida, exclusões sociais, surgimento de gangues, perda de espaços de sociabilidade, entre outros fatores. Um fator novo no Brasil chama a atenção, a interligação entre o aumento de consumo de drogas (principalmente após a disseminação do crack), conjugado com a desestruturação de laços familiares, tem afetado mais diretamente os jovens, causando a explosão dos casos de prisão pelo cometimento de atos ilícitos.

Este aumento da violência já não pode ser creditado somente à desigualdade social e econômica do Brasil, pois mesmo em momentos de pleno emprego foi possível notar índices altos de violência. É importante perquirir as causas reais.

Diante deste quadro triste e preocupante, é preciso que as autoridades públicas encarem o problema.

Isto é possível? Claro, temos na América Latina a Colômbia, um exemplo de um país que era dominado pelo crime e conseguiu, após a adoção de políticas efetivas, continuas e com o envolvimento de toda a sociedade civil, diminuir os índices de criminalidade.

O Brasil pode e tem a necessidade de adotar ações enérgicas e mais efetivas de combate ao crime, visando gerar mais segurança e diminuir o temor das famílias brasileiras, com a conjugação de esforços das forças de segurança públicas, da sociedade civil organizada, incremento do aparato policial e legislativo de combate ao crime.

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