Num ano em que vislumbra as conquistas do Campeonato Mineiro, da Libertadores, do Brasileiro e do inédito Mundial Interclubes em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, o Cruzeiro pode sair campeão já nesta quarta-feira, no Uruguai. O time mineiro decide o título do Torneio de Verão com o Nacional de Montevidéu, a partir das 23h, no Estádio Centenário.
O quadrangular no Uruguai começou com vitória tranquila sobre o rival Atlético por 4 a 2 no sábado. O resultado credenciou os celestes para enfrentar o Nacional, que eliminou o Peñarol por 2 a 1. A decisão do terceiro lugar também será nesta quarta-feira, às 20h45.
Para essa decisão, o Cruzeiro repetirá o time da estréia. Adílson Batista aposta na base que terminou a última temporada para soltar o grito de campeão no exterior. Dos recém-contratados, apenas o atacante Wellington Paulista estará em campo. No segundo tempo são esperadas cinco modificações, como prevê o regulamento.
O lateral-esquerdo Sorín, ainda longe da forma física ideal e que nem ficou no banco contra o Atlético, pode ter uma chance nesse jogo. Tudo dependerá das condições dele e do ritmo da partida.

Seriedade
Embora o torneio seja amistoso, no Cruzeiro todos o encaram como uma preparação para os campeonatos oficiais que virão pela frente. Os jogadores prometem impor um ritmo forte para cima dos uruguaios, já prevendo o clima que os espera na Copa Libertadores a partir de fevereiro.
?Vai ser difícil, o Nacional vai estar com o apoio da torcida, jogando em casa, mas é como eu sempre falo: o Cruzeiro, tanto no Brasil como fora, é um time grande e temos que impor um ritmo mais forte do que foi no jogo passado para conseguirmos esse título?, disse o volante Marquinhos Paraná.
Companheiro de Marquinhos no meio-campo, Ramires espera repetir a atuação exuberante do clássico mineiro no sábado. Ele mostrou estar em boa forma, apesar do pouco tempo de pré-temporada, e marcou um dos gols da vitória por 4 a 2. ?Eu sempre tenho que estar mostrando. Essa partida de sábado é passado, é pensar na próxima, trabalhar para almejar o título?.
Os cruzeirenses sabem que terão que mudar um pouco a maneira de jogar nessa final. O Nacional marca forte, luta pela posse da bola todo o tempo e costuma sair em velocidade para o ataque, no toque de bola. ?O Cruzeiro tem que se adaptar ao estilo de jogo deles, tem que saber que a marcação é forte, que o juiz não dá qualquer falta boba, temos que jogar como se estivéssemos na Libertadores?, opinou o atacante Wellington Paulista.

Rival
O Nacional, dirigido por Gerardo Pelusso, atuará sem o lateral-esquerdo argentino Federico Domínguez, expulso contra o Peñarol. Outra ausência provável é do volante Diego Arismendi, com uma pubalgia. Os substitutos serão Gastón Filgueira e Roberto Brum. As boas notícias serão as presenças em campo do zagueiro Adrián Romero e do atacante Sergio Blanco. Ambos estão na mira de clubes do exterior e ainda não foram negociados.

12º título em torneios internacionais
Nesta quarta-feira, o Cruzeiro brigará pela conquista do 12º título de torneios amistosos disputados no exterior. O primeiro foi o Torneio de Caracas, em 1970, e o último foi o Torneio do México, em 2001.
O retrospecto geral com o Nacional é favorável ao Cruzeiro. Em 12 jogos, o time mineiro tem seis vitórias, dois empates e quatro derrotas. Em Montevidéu, os celestes só venceram os anfitriões uma vez: 3 a 2, pela Supercopa de 1993. Dois gols foram marcados por Ronaldo ´Fenômeno´. (UAI)

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