A crise é grave, mas o susto da manhã desta quarta-feira (10) não se concretizará. O Cruzeiro não perderá seis pontos na Série A do Campeonato Brasileiro, como foi noticiado pelo jornalista Ancelmo Góis em sua coluna no jornal “O Globo”.

“Não fomos condenados a perder esses pontos em primeira instância. Se por acaso deixássemos de pagar por prazo maior de 90 dias, poderíamos perder pontos. Mas nós recorremos e chegou um comunicado da FIFA na manhã de ontem (terça-feira, 9 de julho) avisando que a decisão estava suspensa. O caso tem peculiaridades pela falência do Metalist. Recorremos à Corte Arbitra (CAS)l. Se por acaso perdermos nessa Corte, teremos depois disso mais 90 dias para pagar antes da dedução de pontos”, explica o advogado do Cruzeiro no caso, Breno Tannuri.

Ele garante que se surpreendeu com a notícia desta quarta-feira: “não sei de onde veio isso que já havíamos perdido pontos. O colunista poderia ter nos ligado. Não fomos condenados, a FIFA informou que haverá punição se nós não pagássemos”.Tanure lembra ainda que a dívida do Cruzeiro nem é mais com o Metalist, pois o clube ucraniano faliu: “quando o clube encerrou as atividades, o Willian foi repassado ao Zorya”.

Apesar de ter se safado da perda dos pontos, o Cruzeiro, que atravessa a maior crise da sua histrória segue devendo. E uma hora terá de pagar o 1,5 milhão de euros que deve aos ucranianos pela contratação do atacante Willian, que aconteceu em 2013, quando o presidente do clube era Gilvan de Pinho Tavares, maior responsável pela bola de neve que se transformou a dívida do clube nos últimos anos.

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Hoje em Dia