O Cruzeiro ampliou a sequência negativa na temporada e sofreu a quarta derrota consecutiva, a segunda seguida no Campeonato Brasileiro. O time celeste foi batido pelo Santos por 1 a 0, na noite deste domingo, no Mineirão, e só não entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro por causa da derrota para o Goiás diante do Atlético-PR, em Curitiba. Ricardo Oliveira fez o gol solitário que deu a vitória ao Peixe, em um chutaço no primeiro tempo.

O Cruzeiro permaneceu com 22 pontos e foi salvo do Z4 pelo Atlético-PR, que fez o dever de casa ao bater o Goiás (3 a 0). Já o Santos manteve a fase positiva desde a chegada do técnico Dorival Júnior, alcançou a sétima partida sem derrota e foi para 30 pontos, em nono lugar na classificação. O Peixe, inclusive, quebrou o jejum de triunfos fora de casa na competição nacional justamente no Mineirão. 

O resultado ruim no Mineirão aumenta a pressão sobre o técnico Vanderlei Luxemburgo e os jogadores. Depois de mais um tropeço, a torcida que foi ao Mineirão e até demonstrou apoio ao grupo durante o jogo, não deixou de se protestar novamente contra o treinador, depois do apito final: ‘Fora, Luxa’ era o grito ouvido das cadeiras, enquanto os jogadores saíam para o vestiário.

O Cruzeiro buscará a recuperação fora de casa na próxima rodada. O adversário será a Ponte Preta, na quarta-feira, às 19h30, no Moisés Lucarelli. Já o Santos tentará manter o embalo diante da Chapecoense, na quinta-feira que vem, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo

O Cruzeiro começou até bem, com a torcida, mesmo comparecendo em baixo número, dando um voto de confiança. O time celeste veio a campo com alterações em todos os setores, e mostrou disposição e movimentação do trio Vinícius Araújo, Marinho e Alisson. Mas o grande pecado, a exemplo dos jogos anteriores, era a pouca efetividade na criação das jogadas. 

O ataque chegava bem, principalmente pela esquerda, com Alisson e Fabrício, que voltou à posição de origem. O lateral-esquerdo cruzou e Vinícius Araújo testou para as redes, aos 16min. Mas ele estava adiantado e a arbitragem acertou ao marcar impedimento. Em seguida, Alisson fez boa jogada e serviu a Marcos Vinícius – uma das novidades de Luxemburgo -, que no entanto isolou a bola. 

O Santos estava tímido no ataque, posicionando Neto Berola nas costas de Ceará. Mas o único lúcido no meio-campo era Lucas Lima, principal articulador e que estava bem marcado. Do lado celeste, além da criatividade, faltava acertar a pontaria. Marinho clareou o lance da entrada da área e soltou a bomba, mas a bola saiu à direita de Vanderlei. 

O que a torcida celeste não esperava era o gol do Santos no fim do primeiro tempo. Aos 42min, Ricardo Oliveira pegou a bola na intermediária, a marcação demorou a chegar e o artilheiro soltou a bomba, acertando o ângulo esquerdo de Fábio: 1 a 0. Belo gol em um arremate de mais de 30 metros de distância. Aí não teve como evitar as vaias e os gritos de protesto no Mineirão. E uma tensão a mais para os jogadores cruzeirenses na saída para o vestiário.

Pressão aumenta

O Cruzeiro voltou com mudanças para o segundo tempo. Vinícius Araújo saiu para a entrada de Allano e Marcos Vinícius deixou o campo para o lugar de Gabriel Xavier. Mas as alterações não surtiram impacto, já que o time celeste ficou sem um homem fixo de área. O Santos continuou levando perigo e Ricardo Oliveira quase ampliou, com Fábio apenas olhando a bola passar perto. 

O Cruzeiro se valia de lampejos de Alisson, jogador mais insinuante da equipe. Ele fez boa jogada e chutou. O goleiro deu rebote e Allano acertou a rede, mas pelo lado de fora. O Santos adotou postura de esperar mais o avanço celeste, para buscar o contra-ataque. Vanderlei Luxemburgo trocou Henrique por De Arrascaeta, lançando o time ainda mais à frente. 
A partir dos 30min, a torcida do Cruzeiro se manifestou, mas de forma positiva, transmitindo apoio aos jogadores. Em campo não faltava luta, e sim qualidade. Aos 37, Willians cruzou da direita e De Arrascaeta chutou fraco, nas mãos do goleiro, desperdiçando a chance do empate. Para complicar a situação, Fabrício fez duas faltas seguidas e levou o cartão amarelo seguido do vermelho. Estava decretado mais um tropeço da equipe mineira no Gigante da Pampulha. E os protestos contra Luxemburgo voltaram com força total.

Vicente Ribeiro /Superesportes

Imprimir
Comentários