Querendo ou não, os processos judiciais em curso sob o nome de Lava Jato, investigações da Policia  Federal  e da PGR – Procuradoria Geral da República preenchem nos dias de hoje o noticiário econômico e político da nação brasileira. As delações premiadas ou não premiadas, investigações, empresas envolvidas e políticos em voga, acabam sendo notícias que interessam a todos. No final das contas, estamos só continuando a novela do Mensalão, naquela época sob a batuta do Ministro Joaquim Barbosa. Agora assistimos à segunda parte, onde estão mais envolvidas empresas e empresários, sejam empresas privadas ou empresas públicas. E  mesmo havendo envolvido um número grande de pessoas acusadas, presas, e ainda na fila para serem julgadas, além de um número também grande de empresas, todos os que têm um mínimo conhecimento de como se fazem negócios no Brasil asseguram que a fila está cada vez maior e que ainda falta muito, mas muito mesmo para se apurar tudo. Só a titulo de diversão, o setor elétrico está intacto, como também as privatizações dos aeroportos e o setor de telecomunicações  e das minerações.

A pergunta que se ouve cada vez mais é: onde e quando isso tudo vai parar? Lava Jato, Zelotes e mais tantas investigações que atingem sempre empresários e políticos. Alguém que deu dinheiro para obter benefícios a favor de sua empresa em prejuízo da sociedade. Simples. Isso se chama corrupção.

E tem  cada vez mais gente que está alegando que esses processos estão quebrando a economia do país. Se mandar a turma de Curitiba (agora também tem turma do Rio de Janeiro) embora, a economia vai voltar a crescer.

Aliás, segundo renomados comentaristas da televisão, não há dúvida mais de que este governo está fazendo mais para estancar os processos da Lava Jato e proteger seus políticos do que o governo anterior. Uma constatação sem dúvida geradora de muita preocupação.

Quem quebrou o país que está desmoronado do ponto de vista institucional e econômico foi a aliança espúria, amoral, irresponsável de certos setores empresariais com  alguns políticos no poder. Amém. E essa aliança não é  nova, lembrem-se da vassoura do Jânio Quadros e do moto anti corrupção dos militares nos primeiros anos do golpe, mas ela cresceu e junto com outras atividades ilegais, como o narcotráfico, tomou conta do país.

Claro que se tem que achar uma forma de o país funcionar sem corrupção, nenhuma novidade ao nível mundial, mas aceitar que a imposição das leis para os cidadãos que as infringem prejudica o desenvolvimento econômico, é a pior e mais irresponsável das ideias para colocar o Brasil na rota do crescimento.

O Brasil precisa achar, e esse é o papel dos políticos, um novo modelo de sociedade que definitivamente tenha a ética e atransparência como a bases de sua democracia e economia de mercado. Ela deverá vir de uma aliança de todos os segmentos, uma espécie de pacto, que, se não for feita a tempo, pode surgir nas próximas eleições de 2018  à moda de Trump: uma revolta da maioria silenciosa.

 

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