O número de mortes associadas ao vírus influenza registrado neste ano já é cinco vezes maior do que o contabilizado no ano passado. O boletim epidemiológico da gripe da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) mostra que, de 1º de janeiro deste ano até esta sexta-feira (8), foram 76 óbitos em função da doença. Já em 2015, ocorreram 15 mortes devido ao vírus em todo o Estado.

A morte por Influenza A (H1N1) é a que mais aparece no relatório da pasta, uma vez que foram registradas 49 casos. Já os óbitos por Influenza A não subtipado chegam a 22. Além desses casos, os dados mostram que duas pessoas morreram por complicações com Influenza B.

A cidade de Campo Belo, no Centro-Oeste de Minas, continua sendo o município que mais registrou mortes relacionadas a Influenza A H1N1, com sete casos. Já Belo Horizonte, obteve mais duas mortes, em uma semana, e chega a quatro registros no ano.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, em sua maioria, os casos de gripe são leves e se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Porém, a pasta alega que em grupos mais vulneráveis, por exemplo, como em idosos com idades acima de 65 anos, os casos podem se complicar e gerar outras doenças graves.

A SES-MG ainda explicou que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza é de notificação compulsória em Minas. Para tentar prever possíveis epidemias, a secretaria alega estar realizando um estudo epidemiológico da frequência de casos e óbitos relacionados a influenza.

Ao todo, Minas Gerais registrou, só neste ano, 288 casos de SRAG. Em 2015, foram atendidos 90 casos, 71 a menos do que os registros de 2014, que apontam 161 pacientes com SRAG.

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Fonte:

O Tempo