Mesmo em recesso, os vereadores de Juatuba, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, realizaram uma reunião extraordinária na última semana e reajustaram os salários deles em 7,3%. Durante votação, ficou decidido que os vencimentos dos parlamentares passarão de R$6.741 para R$7.239. O texto ainda não foi sancionado pela prefeita Valéria Santos (PMDB).

Os nove vereadores de Juatuba se reúnem uma vez por semana, ou seja, quatro vezes por mês, para participar de sessões plenárias – aqueles encontros que são destinados para apreciação de projetos de lei de interesse público. E, além da remuneração, os parlamentares ainda têm direito a uma verba indenizatória mensal no valor de R$6 mil para custear gastos do gabinete.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, a correção dos salários foi autorizada por uma lei de 2012. Ainda segundo a pasta, no ano passado, os vereadores “dispensaram o reajuste de 8,5% e o aumento de salários para essa legislatura”, como é previsto pela Constituição Federal.

O reajuste dos vencimentos dos vereadores ocorre em meio a protestos da população da cidade, que no ano passado já havia entregado um abaixo assinado para os parlamentares pedindo que o projeto não fosse colocado em pauta.

Cinco vereadores votaram a favor do aumento dos salários. São eles: Alex do Cidinho (PDT), Eltinho da Agência (PEN), Jurandir Santos (PP), Léo da Padaria (PPS) e Mário Teixeira (PP). Somente Wellington Pinheiro (PEN) se posicionou contra. Estavam ausentes os parlamentares Dr. Jorge (PTC) e Avelar (PPS). O presidente da Casa, Ted (PMDB), só vota em caso de empate.

De acordo com Wellington Pinheiro (PEN), o reajuste é legal, mas alega que o subsídio anterior era suficiente. “O reajuste não é ilegal, é um direito, mas, no meu entendimento, o subsídio anterior dava todas as condições para trabalhar tranquilamente. O meu voto contra foi para dar exemplo e porque, se votasse a favor, iria contra tudo que preguei anteriormente. Não foi um voto para fazer um palanque político, mas sim uma coerência com a minha postura. Além disso, o momento não é propício para esse tipo de reajuste”, afirmou Pinheiro.

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Fonte:

O Tempo Online