Com um dos piores quadros financeiros da federação, Minas deixará pelo menos cinco desafios nas finanças para o próximo governador. As prioridades são lidar com o déficit de R$ 11,4 bilhões, regularizar os repasses atrasados de R$ 9,4 bilhões às Prefeituras e frear o rombo previdenciário de R$ 8 bilhões.

Para o economista Marcus Xavier, mestre em economia pela Universidade de São Paulo (USP), é necessário um conjunto de medidas para tentar amenizar a situação do Estado – e não ações isoladas para cada um dos problemas mais graves.

Sobre o déficit, por exemplo, o especialista defende que, além de reduzir a cifra de R$ 11,4 bilhões com a venda de dívidas ou imóveis do Estado, é preciso, ao mesmo tempo, realizar uma reforma da previdência.

“Só a previdência consome quase 60% da receita tributária do Estado. Então, não adianta frear o déficit e, ao mesmo tempo, manter a bola de neve da previdência. Será em vão uma medida sem a outra. E, pior, vai continuar sangrando com as contas do Estado”, alerta Xavier.

Outra questão grave diz respeito ao bloqueio de R$ 9,4 bilhões referentes ao ICMS, IPVA e Fundeb, que o Estado tem imposto às prefeituras. “As prefeituras deram sinais de que não suportam mais a situação. O não pagamento pode gerar problemas de governabilidade, além de intensificar o rombo. Não dá para atrelar o rombo financeiro ao pagamento das prefeituras”, diz o cientista político Leonardo Avritzer.

 

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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