Esse provérbio além de antigo, à luz da análise de fatos históricos, dificilmente pode ser contestado ou desmentido. 

E aqui neste município, ao que parece, a atual administração tem sentido a força do mesmo, inclusive, no que se refere ao controle do caixa, já que, apesar da pandemia que exigiu e ainda exige um esforço colossal para que o erário suporte as despesas a ela inerentes, necessárias e inadiáveis, vez por outra, um aceno de alívio tem aportado ao caixa municipal.

Assim foi com alegria que o prefeito, esta semana, viu ser noticiado pela imprensa estadual a chegada em alguns dias de substancial verba para que ele, embora limitado pelas condições impostas no tal acordo firmado entre o Estado de Minas e a Vale, com a anuência do Ministério Público, do Judiciário e da Assembleia Mineira, possa dar início a duas importantes obras de infraestrutura que fazem parte do rol daquelas que Eugênio já as enxergava como prioritárias.

Prioritárias sim, já que, mesmo sendo enquadradas no quesito “infraestrutura”, há muito tempo, deveriam ter sido concluídas.

Uma delas, a de término dos serviços de interceptação das redes de esgoto na região central e conclusão das obras de implantação da Estação de Tratamentos dos efluentes aqui produzidos e a outra, a de início de implantação dos serviços de igual importância (implantação da rede de esgotos e de esgotamento das águas pluviais) no Distrito Industrial, já que estas devem anteceder o início dos serviços de pavimentação das ruas daquele importante equipamento público, são, ao lado da nova estação de captação de água, provavelmente as que marcarão para sempre esta administração.

No caso do Distrito Industrial, é fácil constatar que sem este mínimo de condições de infraestrutura, o município sentiu que ao longo dos últimos anos, perdeu a chance de concorrer com alguns de nossos vizinhos, na atração de empresários dispostos a investirem aqui, criando novas oportunidades de emprego, fazendo com que o aumento da renda e o giro econômico se desse em escala que, no final da linha, seria medido como “algo que atraiu o progresso”.

Com a chegada inesperada desta grana, parece mesmo que a tempestade que assolou Brumadinho há poucos anos, agora com inteligência, força de vontade e entendimento, inclusive contando com a boa vontade dos políticos da esfera legislativa estadual, mal comparando, se transformou em bonança, a ser distribuída por muitas regiões do Estado, chegando inclusive a gerar, ao que se espera, bons frutos também por aqui.

De outro lado, apesar das intempéries impostas ao município, pela pandemia que também nos atingiu, não se pode esquecer que a atual administração não mediu esforços na adoção das medidas necessárias para o enfrentamento da mesma e, a bem da verdade, apesar dela e dos males e problemas que nos trouxe, as obrigações municipais nas demais áreas de atuação, diversas da saúde, tem todas, se desenvolvido dentro de certa normalidade.

Em todas aquelas onde a prestação dos serviços públicos precisa ser mantida, o que se viu até então foi o seu funcionamento garantido, não no mínimo necessário, mas em muitos casos, de forma muito mais intensa que o esperado, especialmente quando comparado com a realidade vivida em outras administrações que antecederam esta e que, não foram assoladas por algo que, nem de longe, se assemelha com a tal pandemia e com as implicações econômico-financeiras que ela acarreta.  

O prefeito e administrador Eugênio, certamente, quando se candidatou à reeleição não imaginou que pudesse ter que enfrentar esta “tempestade de intempéries” trazidas pela tal Covid. Mas, com serenidade, paciência, firmeza e com muita vontade política tem se saído, e muito bem, da sinuca de bico que tem feito muito prefeito por aí perder noites de sono! 

Parece que mais esse sinal de bonança, vindo lá da capital, assim como os números que nos últimos dias registram o andamento da Covid por estas bandas, permitem que se pense que a tal tempestade já perde forças e logo se mostrará apenas como um chuvisco.

Sim, é o que todos esperamos, mas, para que isto de fato ocorra, convém lembrar que mesmo agora, com a adoção por aqui do novo calendário de vacinação determinado pelo prefeito, que certamente acelerará o ritmo de sua aplicação no povo formiguense, não se pode de forma alguma, deixar de lado o uso da máscara, do álcool gel e da adoção das demais regras recomendadas. A tempestade vai passar, mas a bonança só virá se isto for respeitado.

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