Deputados estaduais esticam a folia e matam reuniões na Assembleia

À tarde não havia deputados em número suficiente para reunião da Comissão de Segurança Pública

À tarde não havia deputados em número suficiente para reunião da Comissão de Segurança Pública

A atual legislatura da Assembleia de Minas Gerais (ALMG) continua gerando más notícias 20 dias após os atuais deputados tomarem posse. Nesta quinta-feira (19), dia normal de trabalho, a maioria absoluta dos parlamentares não compareceu. Com isso, eles inviabilizaram a reunião no plenário e os trabalhos nas comissões que tinham reuniões agendadas.

Logo pela manhã, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia não pôde se reunir, pois apenas o presidente do colegiado, Paulo Lamac (PT), e a suplente Ione Pinheiro (DEM) ? substituta de Dalmo Ribeiro (PSDB) ? estiveram por lá. Faltaram o vice-presidente do grupo, Douglas Melo (PSC), e os titulares Noraldino Jr (PSC) e Carlos Henrique (PRB). No gabinete de Melo, a explicação foi curiosa: ele tem um programa de rádio das 8h às 11h. Questionada sobre como ele fará, já que as reuniões são sempre às 9h30 de quinta-feira, a assessora informou que ele ?irá sair mais cedo nesses casos?. No gabinete de Noraldino a explicação foi que a reunião ficou para esta sexta (uma extraordinária foi marcada para substituir a desta quinta, sem quórum).

À tarde também não havia deputados em número suficiente para a reunião da Comissão de Segurança Pública. Apenas o presidente, Sargento Rodrigues (PDT), compareceu, entre os titulares. Cabo Júlio e Celise Laviola, ambos do PMDB, alegaram estar em ?reunião partidária? na Cidade Administrativa. Já o gabinete de João Magalhães, do mesmo partido, afirmou que ele estava na Casa e não soube explicar por qual motivo não teria comparecido ao encontro.

Além de não irem às reuniões de comissão, os deputados também mataram a sessão no plenário mais uma vez. Apenas 25 parlamentares estavam presentes na Casa, e, por isso, a reunião não pode sequer ser iniciada. A única vez em que houve quórum para votar projetos foi no dia de aprovar a ampliação do auxílio-moradia, benefício para os próprios deputados.

Excluídos

O segundo mandato de Dilma Rousseff chega nesta sexta-feira (20) ao seu 50º dia, e seis membros do extenso ministério da presidente ainda não tiveram a honra de uma reunião oficial com a chefe do Executivo brasileiro. Até agora, o nome do ministro do Trabalho, Manoel Dias, não apareceu na agenda, mesmo diante das mudanças no seguro-desemprego. O mesmo aconteceu com o titular da Previdência, Carlos Gabas, e com o responsável pelo gabinete de Segurança Institucional, José Elito. Nem Ricardo Berzoini, ministro das Comunicações, nem Tomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência foram convocados. Completa a lista Mangabeira Unger, que só tomou posse em fevereiro na Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Motivos

Não ser recebido pela presidente no início de um mandato conturbado, no entanto, não significa necessariamente desprestígio. Há ministros que foram chamados mais vezes, mas para resolver pepinos ou tomar puxões de orelha. É o caso de Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia. Ele já esteve no gabinete presidencial em quatro ocasiões, em meio ao inferno astral vivido pela Petrobras, que está no guarda-chuva de seu ministério, e, sobretudo, para tratar da crise hídrica. Em uma dessas foi lhe chamada a atenção por conta de suas declarações atrapalhadas em meio a um apagão. Braga só foi menos chamado que Aloizio Mercadante, da Casa Civil, o anteparo da presidente em todos os assuntos. Joaquim Levy, da Fazenda, já se reuniu três vezes com Dilma.

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Deputados estaduais esticam a folia e matam reuniões na Assembleia

À tarde não havia deputados em número suficiente para reunião da Comissão de Segurança Pública.

À tarde não havia deputados em número suficiente para reunião da Comissão de Segurança Pública.

 

A atual legislatura da Assembleia de Minas Gerais (ALMG) continua gerando más notícias 20 dias após os atuais deputados tomarem posse. Nesta quinta-feira (19), dia normal de trabalho, a maioria absoluta dos parlamentares não compareceu. Com isso, eles inviabilizaram a reunião no plenário e os trabalhos nas comissões que tinham reuniões agendadas.

Logo pela manhã, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia não pôde se reunir, pois apenas o presidente do colegiado, Paulo Lamac (PT), e a suplente Ione Pinheiro (DEM) – substituta de Dalmo Ribeiro (PSDB) – estiveram por lá. Faltaram o vice-presidente do grupo, Douglas Melo (PSC), e os titulares Noraldino Jr (PSC) e Carlos Henrique (PRB). No gabinete de Melo, a explicação foi curiosa: ele tem um programa de rádio das 8h às 11h. Questionada sobre como ele fará, já que as reuniões são sempre às 9h30 de quinta-feira, a assessora informou que ele “irá sair mais cedo nesses casos”. No gabinete de Noraldino a explicação foi que a reunião ficou para esta sexta (uma extraordinária foi marcada para substituir a desta quinta, sem quórum).

À tarde também não havia deputados em número suficiente para a reunião da Comissão de Segurança Pública. Apenas o presidente, Sargento Rodrigues (PDT), compareceu, entre os titulares. Cabo Júlio e Celise Laviola, ambos do PMDB, alegaram estar em “reunião partidária” na Cidade Administrativa. Já o gabinete de João Magalhães, do mesmo partido, afirmou que ele estava na Casa e não soube explicar por qual motivo não teria comparecido ao encontro.

Além de não irem às reuniões de comissão, os deputados também mataram a sessão no plenário mais uma vez. Apenas 25 parlamentares estavam presentes na Casa, e, por isso, a reunião não pode sequer ser iniciada. A única vez em que houve quórum para votar projetos foi no dia de aprovar a ampliação do auxílio-moradia, benefício para os próprios deputados.

 

Excluídos

O segundo mandato de Dilma Rousseff chega nesta sexta-feira (20) ao seu 50º dia, e seis membros do extenso ministério da presidente ainda não tiveram a honra de uma reunião oficial com a chefe do Executivo brasileiro. Até agora, o nome do ministro do Trabalho, Manoel Dias, não apareceu na agenda, mesmo diante das mudanças no seguro-desemprego. O mesmo aconteceu com o titular da Previdência, Carlos Gabas, e com o responsável pelo gabinete de Segurança Institucional, José Elito. Nem Ricardo Berzoini, ministro das Comunicações, nem Tomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência foram convocados. Completa a lista Mangabeira Unger, que só tomou posse em fevereiro na Secretaria de Assuntos Estratégicos.

 

Motivos

Não ser recebido pela presidente no início de um mandato conturbado, no entanto, não significa necessariamente desprestígio. Há ministros que foram chamados mais vezes, mas para resolver pepinos ou tomar puxões de orelha. É o caso de Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia. Ele já esteve no gabinete presidencial em quatro ocasiões, em meio ao inferno astral vivido pela Petrobras, que está no guarda-chuva de seu ministério, e, sobretudo, para tratar da crise hídrica. Em uma dessas foi lhe chamada a atenção por conta de suas declarações atrapalhadas em meio a um apagão. Braga só foi menos chamado que Aloizio Mercadante, da Casa Civil, o anteparo da presidente em todos os assuntos. Joaquim Levy, da Fazenda, já se reuniu três vezes com Dilma.

Redação do Jornal Nova Imprensa O Tempo

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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