Da Redação

Após ser destituído da presidência do partido Avante, em Formiga, o advogado Onofre José de Moura poderá ser investigado em razão da desfiliação de seis pessoas, das quais quatro compõem a nova direção partidária, sem que as mesmas autorizassem ou solicitassem tal providência.

Ocorre que a direção estadual constituiu o novo diretório no dia 1º de abril deste ano e, após tal data, mesmo tendo sido destituído, Onofre tomou a providência acima (desfiliação de alguns membros), se valendo “ilegitimamente” da senha a ele disponibilizada enquanto presidente da comissão provisória local.

Segundo consta no Boletim de Ocorrência lavrado a respeito, só foi possível aos atuais dirigentes chegarem à autoria das desfiliações após ser ajuizado procedimento perante a Justiça Eleitoral da Comarca, quando o juiz eleitoral oficiou o TRE-MG e este informou quem teria feito o “login” no referido sistema, denominado “FILIA”.

Diante disto, o magistrado, então, remeteu a ação ao Ministério Público Eleitoral, para tomada de providências que entenda pertinentes, de vez que, provavelmente, poderá ter havido a prática de infração penal.

O partido Avante, segundo seus atuais dirigentes, tomará as medidas judiciais e administrativas cabíveis, inclusive perante a OAB/MG diante do caso.

“A fraude pode ter sido motivada por finalidade eleitoral, de forma a impedir a candidatura de seus membros”, diz Antônio Herculano, atual presidente da legenda.

O outro lado
Ouvido a respeito, o advogado Onofre José de Moura informou à reportagem que, de fato, foi ele quem providenciou a desabilitação de alguns membros filiados ao partido. Disse que tal providência foi tomada por ele em 14 de abril e que, na referida data, ele não sabia que havia sido destituído da presidência da Comissão Provisória e muito menos da existência de nova direção do partido nomeada para Formiga.

Afirmou que agora está ciente da ação na Justiça e que nela está se defendendo para provar que agiu de boa fé e sem o menor interesse de prejudicar a quem quer que seja.

Onofre disse ainda, que até esta terça-feira (26), ele não foi oficiado pela direção estadual do partido sobre a destituição de sua comissão provisória, assim como nomeação dos novos dirigentes. No seu entender, ao nomear outros dirigentes, a direção estadual deveria também bloquear a senha, liberando-a para uso dos novos dirigentes.

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